Um quarto dos brasileiros desconhece prevenção do câncer
Estudo revela que 25% dos brasileiros desconhecem a prevenção do câncer, destacando a importância de políticas públicas e campanhas informativas.
Reprodução/Notícias ao MinutoUm estudo recente revela que 25% dos brasileiros não têm conhecimento sobre a possibilidade de prevenção do câncer. O relatório "Mais Dados Mais Saúde" analisa a percepção do público sobre fatores de risco como tabagismo, álcool, alimentos ultraprocessados e sedentarismo.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 781 mil novos casos de câncer anualmente entre 2026 e 2028, um aumento de 10,9% em relação ao período anterior. Esse aumento se deve principalmente ao envelhecimento da população e aos hábitos de vida.
O estudo, conduzido pelas organizações Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria técnica do Inca, entrevistou 6,5 mil pessoas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Ele revela que, enquanto 90,5% dos adultos reconhecem o fumo como fator de risco, o sedentarismo é percebido dessa forma por apenas 48,3%.
Luciana Grucci Moreira, chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, destaca que políticas públicas e campanhas informativas têm sido fundamentais para aumentar a conscientização sobre o tabagismo. "Advertências em embalagens, impostos para elevar o preço do tabaco, ambientes restritos de fumo. Ou seja, um conjunto de políticas públicas e muita campanha informativa", afirma. Ela sugere que estratégias similares devem ser aplicadas a outros fatores de risco.
O estudo também indica que apenas 54,1% dos brasileiros reconhecem o sobrepeso e a obesidade como fatores de risco para o câncer. Além disso, menos de três em cada dez pessoas associam o consumo de carne vermelha ao aumento do risco de câncer.
Luciana Moreira ressalta a importância de políticas públicas para prevenir fatores ambientais e comportamentais que aumentam o risco de câncer, enfatizando a necessidade de criar ambientes que incentivem escolhas mais saudáveis.
Comportamentos relacionados ao consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas adoçadas e carne vermelha também foram investigados. Enquanto muitos brasileiros tentam reduzir o consumo desses produtos, uma parcela significativa ainda não demonstra intenção de mudar seus hábitos.
Os jovens até 24 anos são os que mais consomem alimentos de risco sem intenção de reduzir, especialmente ultraprocessados e carne vermelha. No que diz respeito ao sedentarismo, 52,2% dos entrevistados afirmam praticar atividade física, enquanto 39% desejam começar a se exercitar.
Sobre o autor

755 matérias publicadas
CEO do EmpreendaSC, empreendedor, jornalista e comunicador com experiência em operação, vendas e análise de mercado. Combina vivência empresarial e leitura de dados para traduzir o cenário catarinense em informação prática para quem empreende.
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

IA da OpenAI acelera diagnósticos de doenças raras
IA da OpenAI ajuda hospital nos EUA a diagnosticar doenças raras, trazendo novos caminhos para diagnósticos inconclusivos.

A Harvard já respondeu uma pergunta que muitos empresários ainda fazem
Atividade física pode influenciar positivamente o desempenho no trabalho.

Geração Z enfrenta desafios com saúde mental, aponta pesquisa
Pesquisa revela que 39% da Geração Z não cuida da saúde mental, apesar de falar sobre o tema.

