Redata impulsiona debate sobre soberania digital no Brasil
O Redata surge como peça-chave no debate sobre soberania digital, impulsionando a infraestrutura de data centers no Brasil.

O avanço da Inteligência Artificial está transformando profundamente o setor de infraestrutura digital. A discussão que antes se concentrava em nuvem e processamento agora se volta para conectividade, interconexão e localização dos dados.
No Brasil, o retorno do Redata ao debate político tem gerado grande repercussão entre empresas do ecossistema de interconexão. Para operadores de Internet Exchange, carriers, hyperscalers, provedores de nuvem e empresas de conectividade, o Redata não é apenas um incentivo tributário para data centers, mas um potencial catalisador para toda a cadeia digital do país.
O Projeto de Lei nº 278/2026, conhecido como Redata, visa consolidar o Brasil como o principal polo digital da América Latina. A proposta oferece benefícios fiscais e estímulos regulatórios para a instalação e expansão de data centers, buscando reduzir custos de infraestrutura, atrair capital estrangeiro e ampliar a capacidade computacional nacional, especialmente para aplicações de Inteligência Artificial e serviços em nuvem.
Especialistas do setor acreditam que o Brasil já possui demanda, mercado consumidor e posição geográfica estratégica, mas carece de alinhamento entre data centers, conectividade e políticas públicas. O Redata é visto como peça-chave nesse cenário, gerando um efeito positivo em toda a infraestrutura digital ao incentivar a construção de data centers e, consequentemente, a necessidade de interconexão de alta capacidade.
De acordo com o relatório State of the Cloud 2024, da Flexera, 89% das organizações operam em ambientes multicloud, aumentando a demanda por conectividade de alta performance e interconexão de baixa latência. A proximidade entre processamento, armazenamento e interconexão torna-se um diferencial competitivo na corrida global pela IA.
O setor de interconexão, que antes era visto como uma infraestrutura de eficiência de tráfego, agora é considerado um elemento central da soberania digital. Essa mudança de percepção destaca a importância de políticas industriais, energia renovável, data centers e conectividade para a competitividade digital.
O Brasil é visto como uma oportunidade estratégica devido ao seu grande mercado consumidor, matriz energética renovável e crescimento da demanda por IA. O avanço do Redata é acompanhado de perto por operadoras de conectividade e empresas de infraestrutura, que veem no projeto uma chance de atrair novos investimentos internacionais.
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Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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