Empresa familiar: a hora mais difícil é passar o bastão
90% das empresas brasileiras são familiares, mas só 30% chegam à 2ª geração. Por que a sucessão é o maior desafio?

Boa parte da economia catarinense nasceu numa garagem, numa cozinha ou num salão pequeno, tocada por uma família. Aqui no Vale do Itajaí então, isso é quase regra. E é justamente essa força que carrega o desafio mais delicado de todos.
A espinha dorsal do país
Os números dão a dimensão. Cerca de 90% das empresas brasileiras são familiares e respondem por aproximadamente 65% do PIB e 75% dos empregos privados do país. Não é exagero dizer que, quando falamos de economia, estamos falando, na maioria dos casos, de famílias.
Mas há uma pedra no meio desse caminho, e ela tem nome: sucessão.
O calcanhar de Aquiles
É aqui que a conta aperta. Levantamentos da PwC apontam que apenas cerca de 30% das empresas familiares chegam à segunda geração, o percentual cai para perto de 12% a 15% na terceira, e pouquíssimas alcançam a quarta. A Fundação Dom Cabral reforça: 70% das empresas familiares não sobrevivem à primeira sucessão.
Não é um problema de mercado. É um problema de preparação. A empresa que resistiu a crises, concorrência e mudança de época costuma tropeçar exatamente na hora de trocar o comando.
Por que a conta não fecha
As causas se repetem: ausência de planejamento, conflito entre herdeiros, resistência em profissionalizar e falta de governança. Segundo a PwC, só cerca de 24% das empresas familiares brasileiras têm um plano de sucessão robusto muita gente deixa para pensar no assunto quando a aposentadoria ou a doença já bateram à porta. Aí é tarde.
O erro mais comum talvez seja confundir os papéis: misturar o que é família, o que é patrimônio e o que é gestão, como se fossem a mesma coisa. Não são.
Separar a família da empresa
O caminho da perenidade passa por profissionalizar antes de precisar. A própria PwC estima que empresas familiares com conselho de administração profissionalizado aumentam em até 45% a expectativa de longevidade. Não se trata de tirar a família do negócio trata-se de dar a ele regras claras para que a família não seja o motivo da queda.
Quem carrega o nome de uma empresa sabe o peso que isso tem. E sabe que preparar a passagem não é desconfiança nem pressa de sair: é o maior gesto de cuidado com aquilo que se construiu.
O que levar disso
O ativo mais valioso de uma empresa familiar não é o fundador. É a continuidade. Planejar a sucessão cedo, com método e conversa honesta, é o que transforma uma boa história numa história longa. O legado não se herda por acaso se prepara.
Corrêa no coração dos brasileiros.
Rede social @correamtes
Site: www.correamte.com.br
Sobre o autor

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CEO do Grupo Corrêa, um dos maiores conglomerados do setor elétrico e varejista do Sul do Brasil. Com uma trajetória inspiradora de superação, iniciou sua carreira aos 14 anos trabalhando no almoxarifado e hoje lidera um grupo empresarial que fatura mais de R$ 240 milhões por ano. Sob sua gestão, o Grupo Corrêa não apenas superou uma recuperação judicial em 2016, mas também alcançou a 14ª posição nacional em seu segmento, sendo a única empresa do setor elétrico no ranking. Sua liderança é marcada pela construção de uma cultura organizacional forte e inimitável. Reconhecido pelo Prêmio ANAMACO, considerado o Oscar da Construção Civil Brasileira por dois anos consecutivos, Juliano também é o idealizador do Projeto Inspiração Corrêa, uma iniciativa voltada ao apoio de jovens atletas e empreendedores, demonstrando que o verdadeiro sucesso empresarial está no cuidado com a sociedade.
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