Corrêa presente no Fórum E-commerce Brasil 2026
Fórum E-Commerce Brasil 2026, Corrêa presente no maior evento de varejo digital da América.

Fomos convidados pela Magazord a participar de um painel de debate no Fórum E-Commerce Brasil 2026, realizado entre 28 e 30 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A Magazord é uma plataforma de e-commerce nascida em Santa Catarina, que hoje reúne um ecossistema de soluções de ERP nativo a meios de pagamento e integração com marketplaces. O evento chegou à sua 17ª edição, no ano em que o comércio eletrônico brasileiro completa 31 anos.
Bastava atravessar os pavilhões do Anhembi para medir o peso da edição. O Mercado Livre montou estande próprio para receber os visitantes, e os palcos reuniram executivos de Amazon, Shopee, Shein, Magazine Luiza, Casas Bahia, Kwai, TikTok Shop, Banco Inter, Samsung, Lenovo e Midea, ao lado de nomes globais como Google e Nike. Não é todo dia que players desse porte sentam para discutir, no mesmo lugar, os rumos do próprio mercado.

A trajetória que fomos convidados a contar
Como uma operação nascida no varejo físico de Santa Catarina construiu presença no comércio digital e passou a atender clientes de todo o país?
Coube à nossa gestora de e-commerce, Bruna Trega, representar a Corrêa nessa conversa e mostrar os bastidores da transição, os acertos, mas também os desafios de operar longe dos grandes centros e competir num ambiente dominado por gigantes.

O mapa do e-commerce brasileiro deixou de ser desenhado apenas a partir do eixo Rio–São Paulo. Boa operação, hoje, não depende de CEP.
Os números que apareceram nos palcos
O tom da edição foi menos eufórico e mais realista. Dados divulgados durante o evento mostraram que o e-commerce brasileiro faturou R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 16,9% sobre o mesmo período do ano anterior.
O número de pedidos avançou quase 35%, enquanto o tíquete médio recuou 13,3%. Na prática, é um consumidor que compra com mais frequência, porém gasta menos a cada compra o que aumenta a pressão sobre logística, atendimento e, sobretudo, margem.
Live commerce: vender e expor a marca ao mesmo tempo
Se um formato roubou a cena, foi o live commerce. As transmissões ao vivo deixaram de ser experimento de conteúdo e passaram a ser tratadas como canal de mídia mensurável, com inventário e audiência qualificada. O centro do debate foi como a live une, numa só experiência, conteúdo, mídia e venda gerando audiência qualificada, conversão e novas fontes de receita. Ou seja: vende e expõe a marca ao mesmo tempo.
Os números explicam o entusiasmo. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o faturamento gerado por transmissões ao vivo no TikTok Shop cresceu 161 vezes, e o número médio diário de lives se multiplicou por 20. Para quem vende produtos que pedem demonstração é um caminho que combina explicação, prova de uso e venda no mesmo lugar. Não por acaso, o modelo tem avançado justamente em setores técnicos como a construção.
O que circulou pelos estandes
As soluções apresentadas contavam a mesma história por outro ângulo: eficiência virou prioridade. Na frente de atendimento, os agentes de inteligência artificial foram o assunto mais recorrente, uma das empresas relatou ter triplicado as vendas de um cliente com um agente de IA operando pelo WhatsApp, sem ampliar a equipe. Na logística, o destaque foi a loja como centro de distribuição: uma expositora anunciou o lançamento nacional do Ship From Store, que permite a lojas físicas atenderem pedidos de qualquer região usando o estoque já distribuído, com entrega no mesmo dia para pedidos locais.
Ferramenta é meio; cultura é fim
Ainda assim, o recado mais maduro do Fórum não foi sobre tecnologia, foi sobre quem a opera. Havia um elemento comum debaixo de praticamente todas as trilhas: dados. Nenhuma das iniciativas apresentadas funciona sem uma arquitetura de dados bem construída. E, acima dos dados, a liderança: a leitura repetida nos palcos foi a de que a inteligência artificial amplia a capacidade das empresas, mas decisão estratégica, comunicação e liderança seguem sendo atribuições humanas.
Traduzindo: adquirir a ferramenta é a parte fácil. O que separa quem colhe resultado de quem só gasta é a cultura digital por trás dela, líderes preparados e dados confiáveis alimentando cada aplicação. Sem isso, IA vira custo; com isso, vira margem.
Vender online exige constância. Não existe fórmula pronta, existe a disciplina de avaliar preço, produto e margem todos os dias, olhando para o mercado nacional e não apenas para a própria vitrine.
O que concluímos do Fórum
Eventos desse porte valem menos pelos estandes e mais pelo que sinalizam. Este sinalizou que o varejo digital brasileiro amadureceu: a conversa não é mais sobre estar online, é sobre operar bem com disciplina, dados, liderança e leitura de margem.
Participar desse debate, e não apenas assistir a ele, é a forma como escolhemos acompanhar essa transformação: de dentro da sala, não pela janela.
Corrêa no coração dos brasileiros.
LOJAS E CONTATOS CORRÊA
INSTAGRAM: @correamtes
SITE: correamte.com.br
Sobre o autor

21 matérias publicadas
CEO do Grupo Corrêa, um dos maiores conglomerados do setor elétrico e varejista do Sul do Brasil. Com uma trajetória inspiradora de superação, iniciou sua carreira aos 14 anos trabalhando no almoxarifado e hoje lidera um grupo empresarial que fatura mais de R$ 240 milhões por ano. Sob sua gestão, o Grupo Corrêa não apenas superou uma recuperação judicial em 2016, mas também alcançou a 14ª posição nacional em seu segmento, sendo a única empresa do setor elétrico no ranking. Sua liderança é marcada pela construção de uma cultura organizacional forte e inimitável. Reconhecido pelo Prêmio ANAMACO, considerado o Oscar da Construção Civil Brasileira por dois anos consecutivos, Juliano também é o idealizador do Projeto Inspiração Corrêa, uma iniciativa voltada ao apoio de jovens atletas e empreendedores, demonstrando que o verdadeiro sucesso empresarial está no cuidado com a sociedade.
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