Wella planeja IPO na Bolsa de Nova York
Wella busca IPO nos EUA após registrar lucro de US$ 2,7 milhões.

A Wella, conhecida por suas marcas de beleza como Clairol e OPI, está buscando ampliar sua presença no mercado ao registrar um pedido de oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos. A empresa, que tem sede em Nova York, apresentou um lucro líquido de US$ 2,7 milhões sobre uma receita de US$ 2,94 bilhões no ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2026. Isso representa uma recuperação significativa em relação ao prejuízo de US$ 44,6 milhões no ano anterior.
O portfólio da Wella é diversificado, incluindo produtos para coloração e cuidados capilares, além de eletrodomésticos de beleza. A empresa foi fundada em 1880 por Franz Ströher na Alemanha e desde então expandiu sua linha de produtos para incluir uma variedade de itens de beleza.
Em 2020, a KKR adquiriu uma participação majoritária na Wella da Coty. Em 2025, a Coty vendeu sua participação restante para a KKR por US$ 750 milhões, mais 45% de quaisquer receitas de uma venda futura ou IPO.
Os recursos do IPO serão destinados ao pagamento de dívidas e para lidar com consequências fiscais de uma reestruturação. A oferta está sendo coordenada por instituições financeiras como Goldman Sachs, Bank of America, KKR e JPMorgan Chase. A Wella planeja listar suas ações na Bolsa de Nova York sob o símbolo WELA.
Sobre o autor

320 matérias publicadas
Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

2.977 vidas, 90 nações e um mundo diferente pra sempre
Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro, a história da Cantor Fitzgerald ajuda a revelar a dimensão humana da tragédia. A empresa perdeu 658 funcionários e tornou-se um dos grandes símbolos de reconstrução daquele período.

Hering reduz preço para conquistar classes B e C
Hering reduz preço de camiseta básica em 30% para atrair classes B e C.

Lula, Bolsonaro e a Teoria do Inimigo Necessário
A polarização afetiva ajuda a explicar por que adversários políticos podem se tornar essenciais para a manutenção de identidades, narrativas e bases eleitorais. Ao longo da história, movimentos políticos cresceram também pela força de seus antagonistas, fenômeno hoje claramente perceptível na relação entre Lula e a família Bolsonaro. Quando o adversário passa a integrar a própria identidade, a disputa deixa de ser apenas eleitoral e começa a moldar comportamento, cultura e tomada de decisão.