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Reforma Tributária

Reforma tributária 2027: o que decidir até 31 de dezembro

A alíquota da CBS só sai em dezembro, mas algumas decisões vencem antes. Amanda Bach, sucessora da Max Work, mostra o que resolver até 31 de dezembro.

Reforma tributária 2027: o que decidir até 31 de dezembro
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Aqui na Max Work, a reforma tributária virou assunto de todos os dias. Como empresa de sistema de gestão, estamos no meio do caminho entre a lei e a nota fiscal que sai no caixa do supermercado, da distribuidora ou da loja. E o que mais ouço dos empresários não são perguntas. São falas de preocupação.

Elas fazem sentido. Faltam poucas semanas para 2027 e ainda não existe a informação mais básica da maior mudança tributária das últimas décadas: a alíquota da CBS, a contribuição que substitui o PIS e a Cofins a partir de 1º de janeiro. O Tribunal de Contas da União tem até 30 de outubro para calculá-la e enviá-la ao Senado, que tem até 15 de dezembro para fixar o percentual. Se o Senado não decidir até 22 de dezembro, vale a alíquota calculada pelo TCU.

Diante disso, a reação mais comum é esperar. Não recomendo. Algumas decisões têm prazo até 31 de dezembro, com ou sem o número na mão.

O que acaba e o que começa em 2027?

Em 1º de janeiro de 2027, o PIS e a Cofins deixam de existir. No lugar deles entra a CBS, que em 2026 foi cobrada apenas em caráter de teste, com alíquota de 0,9%. A partir do próximo ano, ela passa a valer de verdade.

Para o empresário, 31 de dezembro de 2026 não é só a virada do ano. É a data em que um sistema tributário termina e outro começa.

O que aprendemos na Max Work preparando os clientes?

Nosso papel nessa transição foi deixar o sistema pronto para as novas regras e levar orientações aos clientes. Desde o início, recomendamos uma coisa que considero essencial: que cada empresa busque também a sua contabilidade para orientações adicionais.

Esse trabalho deixou um aprendizado claro. O sistema faz uma parte importante: calcula, preenche e transmite as informações. Mas ele trabalha a partir de decisões que só a empresa pode tomar: como classificar cada produto com o contador, como formar o preço, o que renegociar com fornecedores. A reforma funciona bem quando três partes caminham juntas: o fornecedor do sistema, a contabilidade e o dono.

Quais decisões têm prazo até 31 de dezembro?

1. Revisar os créditos de PIS e Cofins. Os créditos acumulados continuam válidos, mas precisam estar registrados na escrituração. Como o regime desses tributos se encerra em 31 de dezembro, a recomendação é escriturar todos os créditos devidos até o fim da competência de 2026. Vale conferir com a contabilidade se nada ficou para trás.

2. Olhar para o estoque. Empresas que estavam no regime cumulativo, na substituição tributária ou no regime monofásico até o fim de 2026 poderão apurar crédito presumido da CBS sobre os estoques de 1º de janeiro de 2027. No varejo, e especialmente em supermercados, esse tema pode ter peso. Avalie o seu caso com o contador.

3. Preparar a tabela de preços por cenários. Sem a alíquota definida, ninguém consegue fechar o preço exato de 2027. Mas dá para trabalhar com cenários: como fica a margem se a alíquota vier em um patamar, e como fica se vier em outro. Quando o número sair, a empresa escolhe o cenário e ajusta.

4. Revisar contratos. Contratos com clientes e fornecedores que citam PIS e Cofins, ou que têm preço fixo por longos períodos, precisam ser revistos para deixar claro como os novos tributos serão tratados.

5. Combinar a virada com o fornecedor do sistema. No dia 1º de janeiro, as notas fiscais precisam sair com as novas regras. Pergunte ao seu fornecedor como será essa virada e quando a equipe será orientada. É exatamente o tipo de conversa que temos tido com os nossos clientes, e ela traz tranquilidade para os dois lados.

Por que esperar o número também é uma decisão?

Acredito que a empresa segue o posicionamento do dono. Em momentos de incerteza, isso fica ainda mais claro. Quem decide esperar a alíquota para só então pensar em preços, contratos e créditos também está tomando uma decisão: a de enfrentar tudo isso ao mesmo tempo, em janeiro, com a operação rodando.

Se eu pudesse resumir o que a preparação dos clientes da Max Work me ensinou, seria isto: a empresa que vira o ano com tranquilidade não é a que sabe tudo sobre a reforma. É a que garantiu que as conversas certas aconteceram a tempo.

Um roteiro simples para as próximas semanas:

Até o fim de outubro: reunião com a contabilidade para revisar créditos, estoque e regime tributário.

Em novembro: cenários de preço, revisão dos contratos principais e conversa com o fornecedor do sistema sobre a virada.

Em dezembro: com a alíquota fixada, escolha o cenário, atualize a tabela e comunique a equipe.

2027 vai começar no dia 1º de janeiro, com ou sem a sua empresa preparada. A diferença é chegar lá com as decisões tomadas ou começar o ano correndo atrás delas.

Perguntas frequentes

Qual será a alíquota da CBS em 2027?
Ainda não foi definida. O TCU tem até 30 de outubro de 2026 para calcular e enviar ao Senado, que tem até 15 de dezembro para fixar a alíquota. Se o Senado não deliberar até 22 de dezembro, vale a alíquota calculada pelo TCU.

O que muda para as empresas em 1º de janeiro de 2027?
O PIS e a Cofins são extintos e substituídos pela CBS, que passa a ser cobrada com a alíquota definida para 2027. As notas fiscais, os preços e os contratos precisam refletir essa mudança.

O que a empresa deve fazer antes de 31 de dezembro de 2026?
Revisar e escriturar os créditos de PIS e Cofins, avaliar o estoque com a contabilidade, preparar cenários de preço, revisar contratos e combinar com o fornecedor do sistema como será a virada do ano.

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Sobre o autor

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Amanda Bach é palestrante de posicionamento e liderança, sucessora da Max Work Sistemas de Gestão e fundadora do Somos Sucessores, movimento que conecta, inspira e fortalece a próxima geração de líderes empresariais. Formada em Direito, com especialização em Experiência do Consumidor pela ESPM, Amanda acredita que o verdadeiro diferencial de qualquer negócio está nas pessoas. Apaixonada por conexões e empreendedorismo, busca inspirar líderes e sucessores a construírem seu próprio legado, valorizando o passado e transformando o futuro.

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