Estratégia de Lula melhora percepções sobre governo, revela pesquisa
Estratégia do governo Lula melhora percepção pública, segundo pesquisa Genial/Quaest.

A estratégia do governo federal de intensificar a exposição de ministros e divulgar programas federais está começando a influenciar positivamente a opinião pública sobre a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 13 de maio, indica uma diminuição na percepção negativa e um aumento nas avaliações positivas do governo.
O estudo revela que o percentual de brasileiros que relatam ter visto mais notícias negativas sobre o governo Lula caiu de 48% para 43%. Por outro lado, o número dos que afirmam ter visto notícias positivas subiu de 23% para 32%. Esse movimento ocorre após uma mobilização do governo para divulgar iniciativas econômicas e sociais através de entrevistas, agendas regionais e campanhas publicitárias.
Nos bastidores, membros do governo reconheciam um desafio de comunicação, acreditando que as recentes medidas econômicas não estavam chegando claramente ao público. Com isso, a exposição dos ministros foi aumentada em áreas como crédito, renegociação de dívidas, habitação, educação e emprego, buscando associar diretamente o presidente Lula às conquistas do governo.
Aprovação do governo melhora
Os dados da Quaest apontam que a nova estratégia coincide com uma melhora parcial na imagem do presidente e do governo federal. A aprovação do governo Lula subiu de 43% para 46%, enquanto a desaprovação diminuiu de 52% para 49%. As avaliações positivas da gestão aumentaram de 31% para 34%, enquanto as negativas caíram de 42% para 39%.
Apesar da melhora, a desaprovação ainda supera a aprovação, especialmente entre eleitores de renda mais alta, homens, evangélicos e residentes do Sul e Sudeste. Entre eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, a desaprovação é de 58%, contra 39% de aprovação. No segmento evangélico, 65% desaprovam o governo, enquanto 30% aprovam.
Por outro lado, o governo mantém um apoio significativo entre beneficiários do Bolsa Família, eleitores do Nordeste e pessoas de menor renda. Entre os beneficiários do programa social, a aprovação chega a 57%, contra 38% de desaprovação.
Impacto entre eleitores independentes
A mudança mais significativa para o governo foi observada entre eleitores independentes, um grupo estratégico para as eleições de 2026. Nesse segmento, a aprovação do governo subiu de 32% para 37%, enquanto a desaprovação caiu de 58% para 52%.
Integrantes do governo acreditam que a recuperação da popularidade depende mais da capacidade de transformar políticas públicas em resultados concretos no cotidiano dos eleitores do que de grandes anúncios. O avanço do programa Desenrola 2.0, a ampliação de linhas de crédito popular e a agenda econômica voltada à redução do endividamento são vistos como ferramentas políticas e econômicas.
A pesquisa foi realizada após a reunião de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evento que ajudou a criar uma agenda política menos defensiva. Auxiliares do presidente acreditam que o encontro reforçou a imagem institucional de Lula em um momento de forte polarização interna.
Apesar dos sinais de recuperação, a disputa presidencial continua acirrada. No cenário de segundo turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro. A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios, e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no TSE sob o número BR-03598/2026.
Com informações de Infomoney Política.
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