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Empresas brasileiras buscam negócios na África

Empresas brasileiras exploram 800 oportunidades na África em missão organizada pela ApexBrasil, visando diversificar exportações.

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Empresas brasileiras miram quase 800 oportunidades de negócios na África

Missão empresarial percorre África do Sul, Zâmbia, Moçambique e Etiópia em busca de novos mercados para produtos, serviços e tecnologias brasileiras.

Empresários brasileiros estão ampliando o olhar para o continente africano. Uma missão organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Ministério das Relações Exteriores percorre quatro países para aproximar empresas, estimular exportações e identificar novas oportunidades comerciais.

O roteiro começou na África do Sul e segue por Zâmbia, Moçambique e Etiópia até 2 de setembro. A comitiva reúne representantes de pelo menos 29 empresas e entidades empresariais brasileiras, além de órgãos públicos e instituições de fomento.

De acordo com levantamento da ApexBrasil, foram identificadas 784 oportunidades de exportação em três dos quatro mercados visitados: 581 na África do Sul, 144 em Moçambique e 59 na Etiópia. Em todo o continente africano, o número de oportunidades mapeadas chega a 5.309.

Entre os setores com maior potencial estão máquinas e equipamentos, saúde, produtos químicos, materiais de construção, tecnologia agrícola, energia, logística, infraestrutura e manufatura. A estratégia também busca reduzir a dependência brasileira de mercados tradicionais e diversificar os destinos das exportações.

África do Sul concentra o maior potencial

A África do Sul aparece como o principal destino da missão, com 581 oportunidades identificadas. O país possui aproximadamente 64,7 milhões de habitantes, Produto Interno Bruto de US$ 427,4 bilhões e funciona como uma importante porta de entrada para outros mercados da África Austral.

Em 2025, a corrente comercial entre Brasil e África do Sul chegou a US$ 2,3 bilhões. Entre os principais produtos brasileiros vendidos ao mercado sul-africano estão carnes de aves, veículos, zinco, papel, cartão e açúcar.

A programação em Joanesburgo inclui rodadas de negócios entre empresas, visitas técnicas e discussões sobre integração produtiva, saúde, inovação, manufatura avançada e relações comerciais entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral.

Agro e infraestrutura ganham espaço

Na Zâmbia, a missão busca ampliar uma relação comercial que ainda é pequena. Brasil e Zâmbia movimentaram US$ 7,5 milhões em 2025, com destaque para a venda brasileira de máquinas, móveis e carne de aves. Recentemente, o país também abriu seu mercado para o café verde do Brasil.

O governo zambiano demonstra interesse na experiência brasileira para industrializar as cadeias de milho, trigo, mandioca e soja. O país também procura parceiros para o Corredor Econômico de Lobito, projeto de infraestrutura e logística que pretende facilitar o acesso da região à costa atlântica.

Em Moçambique, onde foram mapeadas 144 oportunidades, o foco está em tecnologia agrícola, agroindustrialização, energia, logística e desenvolvimento industrial. A visita coincide com a Feira Internacional de Maputo, que terá o Brasil como País de Honra.

A etapa final será realizada na Etiópia, mercado no qual a ApexBrasil identificou 59 oportunidades, especialmente em materiais de construção, produtos químicos e projetos relacionados ao etanol de cana-de-açúcar.

Mercado amplo e ainda pouco explorado

Com aproximadamente 1,5 bilhão de habitantes, a África representa um mercado consumidor em expansão. A população do continente pode chegar a 2,5 bilhões até 2050, aumentando a demanda por alimentos, infraestrutura, energia, tecnologia, saúde e produtos industrializados.

Apesar desse potencial, a presença brasileira ainda é limitada em vários países. A Etiópia, por exemplo, importou US$ 8,9 bilhões em 2024, mas recebeu apenas US$ 31,1 milhões em produtos brasileiros no ano seguinte.

A missão demonstra que a internacionalização não precisa ficar restrita aos mercados mais tradicionais. Para as empresas brasileiras, a África pode representar uma oportunidade de diversificação, crescimento e construção de relações comerciais de longo prazo.

O desafio será transformar a aproximação institucional em contratos, parcerias e presença permanente. Para isso, as empresas precisarão estudar cada mercado, adaptar produtos, compreender as regras locais e construir relações com distribuidores e parceiros regionais.

#África#exportações.#comercio exterior
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Sobre o autor

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Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.

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