IA sem governança traz riscos a empresas médias
Especialistas alertam para riscos jurídicos em empresas médias que usam IA sem governança.

O uso da inteligência artificial (IA) em empresas de médio porte pode aumentar riscos jurídicos e prejudicar a reputação. Especialistas alertam que a falta de governança digital e de equipes dedicadas pode levar a violações de dados e a problemas com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Antonielle Freitas, DPO do escritório Viseu Advogados, destaca que a adoção da IA sem clareza sobre a finalidade dos dados e sem transparência nas decisões pode expor as empresas a riscos legais. "Quando esses pontos são ignorados, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de ganho de eficiência e passa a criar exposição jurídica, reputacional e operacional", comenta Freitas.
Para Daniel Biagini Brazão, advogado tributarista, é crucial que as empresas compreendam como a IA interfere em processos cotidianos, como atendimento ao cliente e análise de crédito. Ele ressalta a importância de explicar a lógica por trás das decisões automatizadas para evitar questionamentos legais.
Os especialistas também enfatizam que a falta de controle sobre o uso de IA pode resultar em sanções que paralisam operações, gerando perdas financeiras e de confiança. Luis Fernando Prado, do Prado Vidigal Advogados, alerta que empresas de médio porte enfrentam dificuldades em absorver o impacto de eventos adversos devido à falta de investimento em governança.
Para mitigar riscos, Prado sugere a implementação de políticas claras de adoção de IA e treinamento contínuo dos colaboradores. Willian de Souza Campos da Silva, advogado do PGBR, reforça a necessidade de curadoria humana e supervisão das ferramentas de IA para garantir segurança e eficiência.
Sobre o autor

302 matérias publicadas
Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

Uber demite 3,3 mil e investe em robotáxis
Uber demite 3,3 mil funcionários e investe R$ 56 bilhões em robotáxis, ajustando estrutura organizacional e limitando trabalho remoto.

IA em hospitais: predição de doenças críticas
IA em UTIs auxilia na predição de sepse, infarto e pneumonia, apoiando equipes médicas sem substituir suas decisões.

John Ternus conseguirá levar a Apple à era da IA?
John Ternus assume o comando da Apple em 1º de setembro e herda uma gigante de US$ 4 trilhões diante do desafio de acelerar em IA e renovar sua liderança tecnológica.