Deepfakes de Bolsonaro agitam eleição de 2026
Deepfakes de Jair Bolsonaro aquecem a campanha de 2026, levantando questões legais sobre seu uso na política.

De acordo com a BBC, a campanha eleitoral de 2026 no Brasil está sendo marcada pelo uso de deepfakes, especialmente envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso e proibido de fazer manifestações públicas. Apesar disso, sua imagem aparece em vídeos nas redes sociais, criados com inteligência artificial, pedindo apoio eleitoral.
Esses vídeos, que simulam falas e ações de Bolsonaro, têm sido usados até pelo filho dele, Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. Durante a convenção do partido, Flávio exibiu um vídeo em que a imagem e a voz de seu pai, criadas por IA, pedem apoio ao filho.
A utilização desses deepfakes levanta questões legais. A legislação eleitoral brasileira, conforme a resolução 23.610 do TSE, proíbe o uso de deepfakes em campanhas, mas há debates sobre o que é permitido no período pré-eleitoral. Especialistas divergem sobre a legalidade dessas práticas, mas concordam que a Justiça Eleitoral precisa esclarecer sua posição.
O Tribunal Superior Eleitoral já está analisando o caso do vídeo exibido na convenção do PL, após uma representação da Federação Brasil da Esperança. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, é o relator da ação.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, requisitou esclarecimentos sobre o uso da imagem de Bolsonaro, já que ele está proibido de usar redes sociais. A defesa do ex-presidente afirma que ele não autorizou o uso de sua imagem e que não teve contato com o filho devido a restrições de visita.
A discussão sobre deepfakes na campanha de 2026 pode ter implicações significativas, incluindo a possibilidade de sanções por abuso de poder político. Especialistas recomendam que a Justiça Eleitoral tome medidas para esclarecer e regular o uso dessas tecnologias nas eleições.
Com informações de BBC. Reportagem de Vitor Tavares para BBC.
Sobre o autor

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Farmacêutico Bioquímico formado na Universidade Federal Santa Catarina (UFSC), pós graduado em Gestão Estratégica de Empresas pela Fundação Dom Cabral (FDC). Atual CFO do grupo ALLOYBR. Atual vice-presidente do Rotary Club de Blumenau-Norte gestão 2026-2027.
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