Como governos podem impulsionar o empreendedorismo
Eleições de 2026 podem impactar diretamente o ambiente empresarial no Brasil, com renovação significativa no Senado e Câmara.

As eleições de 2026 no Brasil trazem a oportunidade de eleger representantes que podem impactar diretamente o ambiente empresarial. Serão escolhidos presidente, dois senadores, governador e deputados federal e estadual, decisões que influenciarão diversas esferas do governo.
Maria Lúcia Moritz, professora de ciência política da UFRGS, enfatiza a importância de entender como o voto afeta a vida dos cidadãos e das empresas. Com uma renovação significativa no Senado e na Câmara dos Deputados, a dinâmica legislativa pode sofrer mudanças importantes, o que impacta a formulação de políticas econômicas e tributárias.
As responsabilidades governamentais variam: o governo federal lida com política econômica e tributação nacional, enquanto estados e municípios têm suas próprias atribuições, como ICMS e alvarás, respectivamente. Paulo Ramirez, cientista político da ESPM, destaca a necessidade de consenso para aprovar projetos, o que demanda articulação entre Executivo e Legislativo.
Na esfera econômica, o presidente coordena a política macroeconômica, mas decisões como a taxa de juros são do Banco Central, com influência do Senado. No comércio exterior, incentivos fiscais e infraestrutura são áreas onde o estado pode atuar significativamente.
Tributação e inovação também são temas cruciais. Mudanças estruturais, como reformas tributárias, passam pelo Congresso. A política industrial depende do Executivo federal, mas precisa do apoio legislativo para implementação.
O acesso a crédito, infraestrutura e segurança pública são áreas onde diferentes níveis de governo atuam. A infraestrutura, por exemplo, é dividida entre União, estados e municípios, enquanto a segurança pública é uma responsabilidade estadual.
Para empreendedores, conhecer a dinâmica política e saber como cobrar resultados é essencial. Ferramentas como o portal e-Democracia da Câmara e o e-Cidadania do Senado permitem acompanhar propostas e votações. Moritz sugere avaliar parlamentares por suas posições em questões cruciais, como a reforma tributária.
Dentro das empresas, a manifestação política deve ser feita com cautela para evitar pressões inadequadas sobre funcionários, respeitando as normas legais que proíbem coação eleitoral.
Sobre o autor

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Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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