Mari Saad deixa a Mascavo, o que faltou?
Mari Saad deixa a Mascavo e recorre à Justiça por controle societário.

O caso da influenciadora Mari Saad, fundadora da marca de beleza Mascavo, destaca as complexidades de ser sócio majoritário em uma empresa. Mari anunciou, na última sexta-feira, 18, sua decisão de deixar as funções de direção e administração na Mascavo, apesar de ainda ser a sócia majoritária.
Em suas redes sociais, ela declarou: “Eu decidi encerrar meu ciclo à frente da Mascavo. Na prática, ela deixou de ser minha faz um bom tempo”. Mari afirma que perdeu o acesso a informações financeiras e operacionais da empresa, embora sua função inicial incluísse áreas como marketing e desenvolvimento. A influenciadora relatou dificuldades em obter dados essenciais, como demonstrativos financeiros, além de informações sobre estoques e mercadorias.
De acordo com Fernando Canutto, advogado especializado em Direito Societário, ser sócio majoritário não garante automaticamente o controle sobre a gestão da empresa. Canutto explica que a propriedade, o controle societário e a gestão são conceitos distintos. “A participação societária define quanto da empresa pertence a cada sócio, o controle define quem efetivamente consegue formar a vontade da sociedade, e a administração define quem tem poderes para conduzir a empresa no dia a dia”, afirma.
A disputa de Mari com a Mascavo também envolve a estrutura societária utilizada pela marca. A influenciadora relatou que mais de dez empresas participam da operação, o que levanta questões sobre a transparência e o fluxo financeiro dentro do grupo. Canutto destaca a importância de contratos detalhados para assegurar a transparência em estruturas empresariais complexas.
Mari Saad decidiu levar a questão à Justiça após tentativas frustradas de resolver as divergências internamente. Canutto comenta que disputas societárias podem começar com pedidos de prestação de contas ou exibição de documentos e, em casos extremos, podem levar à saída de um dos sócios e à apuração do valor de sua participação.
O caso de Mari Saad e a Mascavo serve como alerta para empreendedores sobre a importância de definir claramente os direitos de participação societária, gestão e informação desde o início. Mari já manifestou a intenção de continuar no setor de beleza e planeja lançar um novo projeto em 2027, com maior controle sobre a operação.
Sobre o autor

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Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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