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Marketing

Black Friday 2026: A Era dos Influenciadores

Black Friday 2026 será marcada pelo poder dos influenciadores, com estratégias inovadoras de grandes varejistas.

Black Friday 2026: A Era dos Influenciadores
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Fim de ano: a tecnologia pode ser a maior aliada dos pequenos negócios para vender mais

Black Friday, Natal e Ano-Novo representam oportunidades importantes para o comércio, mas aproveitar esse período exige mais do que oferecer descontos. Planejamento, presença digital, atendimento e eficiência podem fazer a diferença, especialmente para os pequenos negócios.

O fim de ano sempre traz expectativas positivas para o comércio. Com a chegada da Black Friday, das compras de Natal e das celebrações de Ano-Novo, empresas de diferentes segmentos se preparam para um período de maior movimentação. Entretanto, em um mercado cada vez mais competitivo, a expectativa de aumento do consumo não é suficiente para garantir bons resultados.

Para os pequenos empresários, o desafio é ainda maior. Diferentemente das grandes redes, que contam com estruturas comerciais robustas, investimentos expressivos em publicidade e equipes especializadas, os pequenos negócios precisam encontrar maneiras de competir utilizando os recursos que possuem.

É justamente nesse cenário que a tecnologia pode fazer a diferença.

Tenho convicção de que a transformação digital não deve ser vista como um privilégio das grandes empresas. Pelo contrário, talvez seja uma das maiores oportunidades que os pequenos negócios têm para conquistar espaço, melhorar sua eficiência e ampliar as vendas.

Mas existe uma condição fundamental: a tecnologia precisa estar a serviço da estratégia comercial, e não ser utilizada apenas porque está na moda.

O consumidor mudou. E o pequeno negócio precisa acompanhar.

O comportamento de compra passou por transformações importantes nos últimos anos. Antes de adquirir um produto, o consumidor pesquisa preços, compara alternativas, procura avaliações, acompanha redes sociais e, muitas vezes, conversa com diferentes fornecedores antes de tomar uma decisão.

Uma pesquisa divulgada em julho de 2026 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil mostrou que 54% dos consumidores pesquisados que compraram pela internet nos 12 meses anteriores também realizaram compras por meio das redes sociais.

Isso demonstra que plataformas como Instagram e outras redes deixaram de ser apenas ambientes de relacionamento para se tornarem canais relevantes na jornada de compra.

Entretanto, estar presente digitalmente não significa necessariamente vender.

Uma empresa pode publicar diariamente, conquistar seguidores e alcançar milhares de visualizações sem que isso se transforme em resultados comerciais expressivos. A diferença está na capacidade de despertar interesse, transmitir confiança e facilitar a decisão do consumidor.

Para o pequeno empresário, isso exige compreender uma questão simples: não basta mostrar o produto. É preciso demonstrar por que ele merece a escolha do cliente.

Vídeos mostrando o funcionamento, conteúdos que esclarecem dúvidas, imagens reais, depoimentos de consumidores e demonstrações práticas podem ser mais convincentes do que campanhas publicitárias sofisticadas.

Em muitos casos, a autenticidade de um pequeno negócio representa uma vantagem competitiva.

Oportunidades que começam antes do Natal

Outro aspecto importante é compreender que o fim de ano não representa apenas uma grande campanha de vendas.

Novembro já movimenta o comércio com promoções e a Black Friday. Dezembro amplia as oportunidades com presentes, confraternizações, decoração, alimentação e diferentes necessidades relacionadas às festas. Nos últimos dias do ano, surgem demandas específicas para férias, viagens e celebrações de Réveillon.

Cada etapa exige uma abordagem comercial diferente.

O empresário que concentra todos os seus esforços em uma única data pode deixar oportunidades importantes pelo caminho.

Os números ajudam a dimensionar esse mercado. Segundo a pesquisa de intenção de compras para o Natal de 2025, realizada pela CNDL e pelo SPC Brasil, aproximadamente 124,3 milhões de brasileiros pretendiam comprar presentes, com potencial estimado de movimentação de R$ 84,9 bilhões.

É importante lembrar que esses valores representavam intenções de consumo, e não vendas efetivamente realizadas. Ainda assim, demonstram a dimensão da oportunidade comercial.

Por outro lado, o crescimento do mercado não ocorre de maneira uniforme. Dados do IBGE apontaram que o volume de vendas do varejo brasileiro em dezembro de 2025 apresentou recuo de 0,4% em relação a novembro, considerando os ajustes sazonais, embora tenha crescido 2,3% na comparação com dezembro de 2024.

Esses indicadores reforçam uma percepção importante: o movimento do mercado não garante o resultado individual de uma empresa.

É o planejamento que permite transformar oportunidades em vendas.

Tecnologia acessível pode gerar grandes resultados

Quando se fala em transformação digital, muitos pequenos empresários ainda imaginam investimentos elevados, sistemas complexos ou equipamentos sofisticados.

Na prática, a evolução pode começar com ferramentas que já estão disponíveis.

Um WhatsApp Business bem organizado, com catálogo atualizado, atendimento estruturado e respostas rápidas, pode melhorar significativamente a experiência de compra.

As redes sociais podem funcionar como vitrines permanentes, permitindo demonstrar produtos, apresentar novidades, divulgar condições comerciais e aproximar o consumidor da empresa.

As transmissões ao vivo também oferecem oportunidades interessantes. Durante uma live, o empresário pode apresentar produtos, explicar diferenças entre modelos, responder perguntas e demonstrar soluções em tempo real.

É uma maneira de levar parte da experiência de uma loja física para o ambiente digital.

A inteligência artificial, por sua vez, começa a ocupar um espaço importante na rotina das pequenas empresas. Ferramentas de apoio ao atendimento, organização de informações, criação de conteúdo e acompanhamento comercial podem reduzir atividades repetitivas e liberar tempo para tarefas de maior valor.

Entretanto, é necessário fazer uma ressalva.

Automatizar o atendimento não pode significar abandonar o relacionamento com o cliente. A tecnologia deve contribuir para respostas mais rápidas e processos mais organizados, preservando o cuidado e a atenção que muitas vezes diferenciam o pequeno negócio de seus concorrentes.

O objetivo não deve ser substituir o relacionamento humano, mas utilizar a tecnologia para torná-lo mais eficiente.

Vender mais também exige organização

Existe outro ponto que merece atenção, especialmente durante períodos de maior demanda: aumentar as vendas sem preparar a operação pode transformar uma oportunidade em um problema.

Não adianta investir na divulgação de um produto que não está disponível em estoque. Tampouco adianta conquistar novos pedidos se a empresa não consegue atender, produzir ou entregar dentro dos prazos prometidos.

O crescimento comercial precisa caminhar ao lado da capacidade operacional.

Isso significa acompanhar estoques, organizar fornecedores, revisar prazos de entrega, orientar a equipe e estabelecer condições comerciais que sejam financeiramente sustentáveis.

Também é necessário avaliar os descontos com responsabilidade.

Pequenas empresas nem sempre possuem margens suficientes para participar de uma disputa agressiva de preços com grandes varejistas. Em determinadas situações, oferecer um atendimento diferenciado, condições facilitadas, personalização ou benefícios adicionais pode representar uma estratégia mais inteligente do que simplesmente reduzir preços.

O importante é entender que faturamento e rentabilidade não são a mesma coisa.

Uma campanha que aumenta significativamente o volume de pedidos, mas compromete as margens e sobrecarrega a operação, pode não representar um bom negócio.

A força do pequeno empresário está também na proximidade

Costumamos associar competitividade ao tamanho da empresa, à capacidade de investimento ou à utilização de tecnologias avançadas.

Esses fatores têm sua importância, mas não são os únicos.

O pequeno negócio possui características que podem ser transformadas em vantagens: proximidade com o consumidor, flexibilidade para tomar decisões, conhecimento sobre seus produtos e capacidade de oferecer um atendimento personalizado.

Enquanto grandes empresas frequentemente dependem de estruturas complexas para implementar mudanças, pequenos empresários podem ajustar campanhas, melhorar processos e responder às necessidades dos clientes com maior agilidade.

A tecnologia amplia essas possibilidades.

Uma pequena indústria pode mostrar seus bastidores de fabricação. Uma loja pode apresentar seus produtos em vídeos curtos. Um restaurante pode divulgar sugestões para confraternizações. Um prestador de serviços pode utilizar canais digitais para organizar agendamentos e manter contato com seus clientes.

Não existe uma única fórmula para todos os segmentos.

O que existe é a necessidade de compreender o próprio mercado e escolher as ferramentas mais adequadas para alcançar o consumidor.

O desafio não termina em dezembro

Talvez um dos maiores erros de planejamento seja tratar o período de fim de ano apenas como uma oportunidade de faturamento imediato.

É evidente que vender mais em novembro e dezembro é importante. Entretanto, conquistar novos clientes, fortalecer relacionamentos e melhorar processos comerciais pode gerar benefícios que se estendem por todo o ano seguinte.

Um consumidor bem atendido durante o Natal pode voltar a comprar em fevereiro. Uma pessoa que conhece uma marca durante a Black Friday pode se tornar um cliente recorrente. Uma empresa que organiza seu atendimento digital para o período de maior movimento pode aproveitar essa estrutura durante todos os meses do ano.

Por isso, considero que as campanhas de fim de ano também devem ser encaradas como uma oportunidade de aprendizado e evolução empresarial.

É o momento de avaliar quais produtos despertam maior interesse, quais canais geram mais oportunidades, quais dúvidas aparecem com frequência e onde estão os principais obstáculos para concluir uma venda.

Essas informações, quando bem utilizadas, tornam as decisões futuras mais precisas.

O futuro dos pequenos negócios não depende exclusivamente de grandes investimentos, mas da capacidade de combinar gestão, tecnologia, criatividade e relacionamento humano.

A digitalização do comércio é uma realidade. O consumidor está cada vez mais conectado, informado e exigente. Ignorar essa transformação significa abrir espaço para concorrentes que estão dispostos a evoluir.

Por outro lado, não precisamos acreditar que todas as empresas devam se transformar em grandes operações digitais. O caminho pode ser mais simples e, muitas vezes, mais eficiente: incorporar ferramentas acessíveis, melhorar continuamente os processos e utilizar os canais digitais para ampliar aquilo que o pequeno empresário já faz bem.

O fim de ano oferece uma oportunidade concreta para começar ou acelerar essa transformação.

Afinal, a tecnologia não precisa tornar o pequeno negócio uma grande empresa. Ela precisa ajudá-lo a ser uma empresa melhor, mais competitiva e mais preparada para crescer.


Erlon Cimardi
Empresário do setor moveleiro

#Black Friday#tecnologia#varejo#Influenciadores#marketing
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Sobre o autor

Erlon CimardiColunista

30 matérias publicadas

Erlon Cimardi é empresário e gestor de marketing e negócios em Timbó, Santa Catarina. Formado em Administração, com ênfase em Marketing, e especialista em Gestão de Negócios, é cofundador, ao lado de sua esposa, Katia Cilene Cattoni Cimardi, da Só Ombrelones e da Family Pizza Park. Também participou de missões empresariais internacionais, visitando feiras e identificando fornecedores na Itália e na China. Na Só Ombrelones, fabricante de móveis para áreas externas há mais de 15 anos, atua como CEO, liderando a gestão estratégica e operacional, o desenvolvimento de produtos e a expansão comercial. É também sócio da Family Pizza Park, da franquia Brickell Pizzas, localizada no Alles Park, em Pomerode. No Rotary International, é associado ao Rotary Club de Timbó – Pérola do Vale e membro honorário do Rotary Club de Florianópolis Trindade. Foi presidente do Rotary Clube de Timbó Pérola do Vale no ano rotário de 2018–2019 e Governador de Rotary Internacional para o Distrito 4652 em 2022–2023. Ao longo de sua trajetória, exerceu funções ligadas ao desenvolvimento do quadro associativo e à Fundação Rotária, participou da formação de novos clubes de Rotary e contribuiu para iniciativas de fortalecimento e expansão do Rotary Internacional no Brasil. É doador recorrente da Fundação Rotária, que apoia projetos locais e internacionais, e participou de conferências internacionais em Hamburgo/Alemanhã, Melbourne/Austrália e Houston/EUA. Na área de participação cidadã, participou da fundação do Observatório Social de Timbó e foi seu primeiro presidente, entre 2020 e 2022. Contribuiu para a estruturação da entidade e para o acompanhamento da gestão e dos gastos públicos. Sua trajetória reúne empreendedorismo, liderança voluntária e compromisso com o desenvolvimento comunitário.

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