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Vendas

Talvez sua empresa não precise de mais leads

Muitas empresas acreditam que precisam captar mais clientes para vender mais. Mas, muitas vezes, a oportunidade já existe. O problema está no que acontece depois que o lead chega.

Talvez sua empresa não precise de mais leads
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Muitas empresas acreditam que precisam captar mais clientes para vender mais. Mas, muitas vezes, a oportunidade já existe. O problema está no que acontece depois que o lead chega.

Tem uma coisa que eu aprendi acompanhando empresas e times comerciais ao longo dos anos:

Nem sempre vender mais significa encontrar mais pessoas.

Às vezes, significa simplesmente cuidar melhor das pessoas que já chegaram até você.

Parece óbvio.

Mas não é.

Existe uma preocupação enorme em gerar leads, investir em tráfego, produzir conteúdo, aparecer nas redes sociais, criar campanhas e encontrar novas formas de chamar atenção.

E tudo isso é importante.

O problema começa quando alguém finalmente levanta a mão e diz:

“Tenho interesse.”

A partir desse momento, começa uma parte da venda que pouca gente vê.

Quanto tempo sua empresa demora para responder?

Quem ficou responsável por aquele contato?

O vendedor sabe exatamente o que precisa fazer?

Existe um próximo passo definido?

Alguém vai lembrar de falar com aquela pessoa novamente daqui a dois dias?

Ou aquele contato vai virar apenas mais um nome perdido no WhatsApp?

Por muito tempo, eu também achei que crescimento comercial estava muito ligado à capacidade de colocar novas oportunidades dentro da empresa.

Hoje eu vejo diferente.

Crescer também é aprender a não desperdiçar aquilo que já chegou.

Nem todo lead perdido disse “não”

Essa talvez seja uma das coisas mais interessantes sobre vendas.

A gente costuma imaginar que uma venda perdida aconteceu porque o cliente recusou a proposta.

Mas nem sempre.

Às vezes, ninguém respondeu rápido.

Às vezes, responderam e esqueceram de continuar a conversa.

Às vezes, o vendedor estava ocupado.

Às vezes, ninguém sabia exatamente em qual etapa aquela negociação estava.

E, quando alguém percebeu…

o cliente já tinha comprado de outra empresa.

Não porque o concorrente necessariamente tinha o melhor produto.

Talvez ele simplesmente estivesse mais preparado.

É por isso que eu acredito que existe uma diferença enorme entre captar um lead e realmente criar uma oportunidade de venda.

Captação coloca alguém na porta.

Processo faz essa pessoa entrar.

CRM não deveria ser apenas um lugar para guardar contatos

Muita gente ainda enxerga CRM como uma espécie de agenda sofisticada.

Nome.

Telefone.

Empresa.

Última conversa.

Algumas observações.

Mas, quando usado da forma certa, ele deveria responder perguntas muito mais importantes.

Quem precisa ser atendido hoje?

Quais negociações estão paradas?

Onde estamos perdendo oportunidades?

Qual cliente precisa de acompanhamento?

Quais negócios têm maior possibilidade de avançar?

O que o vendedor deveria fazer agora?

Quando o CRM começa a responder essas perguntas, ele deixa de ser apenas uma ferramenta.

Ele passa a organizar o comportamento comercial da empresa.

E organização, para mim, tem muito menos a ver com controle do que com clareza.

O vendedor não deveria começar o dia tentando lembrar para quem precisa mandar mensagem.

Ele deveria começar sabendo.

E então veio a inteligência artificial

Se o CRM trouxe organização para vendas, a inteligência artificial começa a trazer algo que considero ainda mais interessante:

capacidade de agir.

Hoje já é possível utilizar IA para ajudar na qualificação de contatos, organizar informações, acompanhar interações, automatizar partes do atendimento e identificar oportunidades que poderiam passar despercebidas.

Mas existe um ponto importante nisso tudo.

Eu não acredito que inteligência artificial resolva uma operação comercial desorganizada simplesmente porque foi instalada.

Tecnologia não corrige ausência de processo.

Ela potencializa aquilo que existe.

Se existe organização, ela ajuda a empresa a ganhar velocidade.

Se existe estratégia, ela ajuda a ganhar escala.

Se existe inteligência comercial, ela ajuda as pessoas a tomarem decisões melhores.

É justamente nessa combinação que CRM e inteligência artificial começam a fazer sentido.

Não para substituir pessoas.

Mas para permitir que elas gastem menos energia tentando lembrar o que fazer e mais energia fazendo aquilo que realmente importa.

Vender.

Talvez a pergunta esteja errada

Quando uma empresa quer crescer, uma das primeiras perguntas costuma ser:

“Como conseguimos mais leads?”

É uma pergunta justa.

Mas talvez exista outra que deveria vir antes:

“O que estamos fazendo com os leads que já temos?”

Porque não adianta colocar cem novas oportunidades dentro de uma operação que desperdiça metade delas.

Antes de abrir ainda mais a torneira, talvez seja importante olhar para o balde.

Ver onde existem vazamentos.

Entender por que oportunidades estão parando.

Organizar processos.

Criar acompanhamento.

Usar tecnologia para garantir que ninguém interessado seja simplesmente esquecido no caminho.

É justamente essa lógica que buscamos aplicar na Orvi ao integrar CRM, inteligência artificial e processos comerciais.

Não se trata apenas de colocar mais tecnologia dentro de uma empresa.

Trata-se de fazer a tecnologia trabalhar para que boas oportunidades não sejam desperdiçadas.

No final das contas, vender mais nem sempre começa procurando alguém novo.

Às vezes, começa prestando atenção em quem já chegou.

E talvez algumas empresas estejam muito mais próximas do próximo cliente do que imaginam.

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Sobre o autor

Paulo PiskeColunista

22 matérias publicadas

Empresário com mais de 10 anos de atuação na área de tecnologia, acompanhando de perto a transformação digital de empresas e o impacto dos dados na tomada de decisão. Pai de 4 filhos e entusiasta de processos comerciais, dedica-se a analisar como tecnologia, vendas e inteligência operacional moldam o crescimento sustentável dos negócios modernos.

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