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Inteligência Artificial

Se a IA tá roubando emprego, porquê o desemprego está caindo para 5,6% em 2026

Análise sobre o impacto da IA nas empresas, confrontando o mito do desemprego tecnológico com dados do IBGE e do Fórum Econômico Mundial.

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Longe do sensacionalismo, analisando de uma maneira sóbria e consciente e historicamente todas as tecnologias criam mais necessidades e novas funções que passam por um processo de modernização e maturidade do mercado.

Por isso se questione, a IA realmente está roubando empregos?

Será que o Ultron quer MESMO o seu emprego?

No Brasil, os dados mais recentes da PNAD Contínua, divulgados pelo IBGE, mostram que a taxa de desemprego fixou-se em 5,6% no trimestre encerrado em maio. Essa é a menor marca para o período desde o início da série histórica em 2012.

Se a tecnologia estivesse promovendo uma onda de obsolescência profissional em massa, os indicadores macroeconômicos não apontariam para um mercado de trabalho tão resiliente. O que está acontecendo nos bastidores corporativos não é um colapso na oferta de vagas, mas sim uma profunda reengenharia financeira. As empresas estão utilizando sistemas autônomos para automatizar tarefas puramente repetitivas e burocráticas com um objetivo claro: manter a linha de despesas operacionais mais barata e otimizar a alocação de capital. Trata-se de uma estratégia de eficiência e ganho de margem, não de destruição de postos de trabalho.

Quando olhamos o cenário de forma ampla, o saldo final dessa equação é amplamente positivo. Dados do World Economic Forum dão sustentação a essa visão de "copo meio cheio": estima-se que, embora a automação mude o formato de 92 milhões de funções operacionais pelo mundo até 2030, ela criará outras 170 milhões de novas posições especializadas. Estamos falando de um ganho líquido de 78 milhões de novos empregos globalmente.

No cenário nacional, análises do IPEA indicam que esse impacto se concentra no topo da distribuição salarial, acelerando a busca por profissionais qualificados em engenharia de software, modelagem de dados e arquitetura de fluxos de trabalho inteligentes. O mercado não está encolhendo; ele está subindo a barra da exigência técnica.

Vinicius Costa: “Na JOYn RH, nós nos recusamos a aceitar as respostas prontas que o mercado consome de forma passiva. O verdadeiro papel de uma consultoria de liderança não é ecoar consensos rasos, repetir clichês ou reproduzir relatórios padronizados que todo mundo já leu.

Nós confrontamos os dados frios, pensamos além das tendências evidentes e criamos soluções sob medida para cenários complexos. Estar atualizado exige a coragem intelectual de ler os indicadores sem filtros ou alarmismos corporativos. A Inteligência Artificial reposiciona a eficiência e a linha de custos das empresas, e nossa função é garantir que essa transição seja convertida em vantagem competitiva real e duradoura.”

Apesar das barreiras estatísticas e regulatórias, o setor formal brasileiro demonstra forte dinamismo de adoção. A Pesquisa de Inovação Semestral (PINTEC Semestral), fruto de cooperação entre o IBGE, a ABDI e a UFRJ, revelou que o uso específico de inteligência artificial registrou o crescimento mais acelerado entre as inovações investigadas, saltando de uma taxa de adoção de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024. A aplicação da IA está concentrada nos departamentos de Administração (87,9%), Comercialização e Vendas (75,2%) e Desenvolvimento de Produtos (73,1%).

Longe de dizimar mercados, a tecnologia opera um saldo positivo na criação de novos ecossistemas de trabalho. O Future of Jobs Report 2025 estima a geração global de 170 milhões de novas posições contra o deslocamento de 92 milhões, o que resulta em um saldo líquido positivo de 78 milhões de novos empregos globalmente. Essa transição abre vagas qualificadas no mercado brasileiro, onde empresas como a ITS Group buscam especialistas em Transformação Digital e IA, e a Leega Consultoria oferta posições remotas de Engenheiro de Software Sênior com especialização em Machine Learning.

Do mesmo modo, empresas como Agendor e Galapos mantêm processos seletivos contínuos voltados para a arquitetura de agentes virtuais e fluxos low-code e no-code aplicados a diagnósticos estratégicos e M&A.

Como a sua profissão será redesenhada pela IA e automações?

#Joyn RH#Vinicius Costa#IBGE#mercado de trabalho#Eficiência Corporativa#inteligência artificial#gestão de talentos.#eficiência operacional
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Sobre o autor

29 matérias publicadas

Empreendedor desde jovem, com foco em liderança e empregabilidade, construiu uma carreira sólida passando por grandes nomes do mercado financeiro e de tecnologia — Viacredi, Ailos, Serasa, Banco do Brasil e Mastercard. Ao longo dessa trajetória, especializou-se em gestão de produtos digitais para milhões de usuários, gerando mais de R$ 45 milhões em resultados para as empresas onde atuou. Hoje, usa toda essa expertise para construir seus próprios negócios: um micro SaaS voltado para psicólogos e uma mentoria de carreira especializada em Gen Z e novas gerações — ajudando jovens a navegarem as transformações do mercado de trabalho com uma visão única, prática e atual.. Principais temas que você vai achar aqui: Gestão, Carreira, Novas gerações, IA, RH, Desenvolvimento Humano, Desenvolvimento Organizacional, Recrutamento e Seleção, Pagamentos, Startups, Atualidades e Negócios

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