Radar Empreenda: R$ 584 mi da Natura expostos ao clima e mais 9 notícias
Risco climático na Natura, retração nos serviços, futuro da Enel em São Paulo, novos voos em Santa Catarina e crescimento da saúde: os assuntos no radar dos negócios nesta quarta-feira, 7 de outubro.

1. Natura calcula R$ 584 milhões em receita exposta ao clima na Amazônia
Em seu primeiro relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, publicado em 6 de outubro, a Natura calculou em R$ 584,2 milhões a receita líquida de 2025 ligada a produtos que usam castanha, cupuaçu e murumuru, os três bioingredientes amazônicos considerados mais vulneráveis a eventos climáticos. O valor equivale a cerca de 2,6% da receita da companhia. Em 2025, a empresa gastou R$ 21 milhões em medidas para proteger essas cadeias, como gestão de estoque de castanha, ampliação de áreas de cupuaçu e estruturas de beneficiamento.
Fique de olho: o risco climático começa a aparecer como risco financeiro mensurável. Empresas que dependem de matéria-prima agrícola precisam pensar em fornecedores alternativos, estoque e diversificação antes que uma quebra de oferta chegue ao custo.
Fonte: Economic News Brasil
2. Setor de serviços tem a maior retração em quase um ano
O PMI de serviços do Brasil, medido pela S&P Global, caiu para 49,2 pontos em setembro, o ritmo de contração mais forte desde outubro de 2025. Leituras abaixo de 50 indicam retração. Novos pedidos e emprego recuaram, e as empresas citaram restrições de orçamento dos clientes, perda de demanda e cancelamento de projetos. Com a indústria também em queda, o PMI composto recuou para 47,4.
Fique de olho: empresas estão adiando projetos antes mesmo de uma queda mais forte aparecer nos indicadores oficiais. Para negócios B2B, o sinal é de vendas mais lentas e mais pressão por preço.
Fonte: CNN Brasil
3. Aneel adia votação sobre o fim da concessão da Enel em São Paulo
A diretoria da Aneel adiou nesta terça-feira (6) a votação que pode recomendar a caducidade do contrato da Enel na Região Metropolitana de São Paulo. O diretor Gentil Nogueira pediu vista quando o placar já tinha dois votos a favor do fim da concessão: o da relatora, Agnes da Costa, e o da diretora substituta Ludimila Lima. O processo foi aberto em abril, após falhas no restabelecimento de energia em eventos climáticos extremos. Se a recomendação for aprovada, a decisão final cabe ao Ministério de Minas e Energia.
Fique de olho: infraestrutura ruim gera custo direto para as empresas, e o caso mostra que concessões dependem de capacidade de entrega, não apenas de contratos longos.
Fonte: Brasil 247
4. Claro pede à CVM oferta para tirar a Desktop do Novo Mercado
A Claro protocolou na CVM um pedido de oferta pública unificada para comprar as ações da Desktop que ainda estão na B3. A operadora já detém cerca de 73% da empresa, após concluir em 1º de outubro a compra do controle por cerca de R$ 1,75 bilhão. A oferta pelos 27% restantes é de R$ 19,13 por ação, corrigida pela Selic desde a data de fechamento, e inclui a saída do Novo Mercado e a conversão do registro da companhia.
Fique de olho: o mercado de internet regional segue em consolidação. Para provedores menores, escala, base de clientes e rede própria viraram ativos disputados pelas grandes operadoras.
Fonte: Teletime
5. VOA + SC liga Blumenau e outras cidades a Florianópolis
O programa VOA + SC, do Governo do Estado, terá voos operados pela Azul Conecta a partir de 3 de novembro, ligando dez municípios catarinenses ao Aeroporto Internacional de Florianópolis. Entre eles estão Blumenau, Joinville, São Miguel do Oeste, Joaçaba, Caçador, Correia Pinto, Lages, Jaguaruna e Forquilhinha. O trecho entre Joinville e Florianópolis tem passagens a partir de R$ 315, e as vendas já estão abertas.
Fique de olho: para empresas do interior, a ligação aérea encurta o caminho até clientes, fornecedores e eventos na capital. Vale comparar o custo da passagem com o de um dia inteiro de estrada.
Fonte: ND+
6. CallMed mira R$ 150 milhões após entrada de private equity
A CallMed, especializada em gestão de corpos clínicos para hospitais e operadoras de saúde, projeta crescer 50% em 2027 e chegar a R$ 150 milhões de faturamento. Fundada há dez anos pelo médico Juliano Callegaro, a empresa começou na anestesiologia e hoje tem cerca de 1.200 médicos cadastrados. O fundo XR Advisor investiu na companhia e levou reforço de governança, controles financeiros e compliance. A empresa também prepara uma divisão de educação médica.
Fique de olho: capital sozinho não explica o crescimento. Governança, controles e gestão profissional preparam a empresa para crescer sem depender apenas do fundador.
Fonte: Economic News Brasil
7. Saúde tem o melhor agosto em cinco anos na geração de vagas
O setor de saúde humana e serviços sociais abriu 19.142 vagas formais em agosto, o melhor resultado para o mês em cinco anos, segundo levantamento da CNSaúde com dados do Novo Caged. De janeiro a agosto, foram 117.585 vagas, 2,73% abaixo do mesmo período de 2025. O setor soma 3,35 milhões de trabalhadores com carteira assinada e responde por cerca de 10,4% do saldo de empregos formais do país em 2026.
Fique de olho: a contratação na saúde movimenta uma cadeia de serviços B2B, como tecnologia, terceirização, treinamento e benefícios.
Fonte: Economic News Brasil
8. Fundo GovTech recebe o primeiro investidor estrangeiro
A Potencia Ventures é a primeira investidora internacional do Fundo GovTech, gerido pela KPTL em parceria com a Cedro Capital. O valor do aporte não foi divulgado. O fundo, que já captou R$ 107 milhões e fez oito investimentos em startups que vendem soluções para o setor público, mira R$ 150 milhões de captação, com 25% de capital internacional.
Fique de olho: vender para governo é difícil, mas o mercado é enorme. A entrada de capital estrangeiro indica que soluções brasileiras para a gestão pública começam a ser vistas como produtos com escala.
Fonte: Startups
9. Chromoplast cresce 35% e mira R$ 320 milhões em 2027
A Chromoplast Embalagens Plásticas, de Santa Catarina, projeta fechar 2026 com faturamento de R$ 270 milhões, crescimento de cerca de 35%. Para 2027, a meta é superar R$ 320 milhões em receita, com R$ 20 milhões em novos investimentos, sendo R$ 15 milhões em Santa Catarina e R$ 5 milhões na operação de Manaus.
Fique de olho: indústria local em expansão abre espaço para fornecedores, prestadores de serviço e mão de obra da região.
Fonte: Economia SC
10. SAP passa a fazer pagamentos dentro do próprio sistema
A Tereina, empresa de pagamentos da qual a SAP é sócia, lançou nesta terça-feira (6) o SAP Pay, serviço que permite pagar fornecedores, funcionários e empresas do grupo diretamente do software da SAP, em moedas tradicionais ou em stablecoins. Até agora, a SAP deixava os pagamentos com provedores contratados pelos clientes.
Fique de olho: o ERP deixa de apenas registrar o financeiro e passa a executar transações. Para as empresas, isso pode reduzir integrações e conciliações manuais. Para as fintechs, significa um novo concorrente na infraestrutura financeira.
Fonte: Reuters
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