Dólar AmericanoR$ 5.50▼ 0.01%EuroR$ 6.13▼ 0.79%BitcoinR$ 422469▲ 1.39%Dólar AmericanoR$ 5.50▼ 0.01%EuroR$ 6.13▼ 0.79%BitcoinR$ 422469▲ 1.39%
NotíciasBlumenau – SC

Aeroporto fechado e 126 km/h: o custo do tornado em Chapecó

O tornado que atingiu Chapecó em 4 de novembro deixou estragos visíveis em casas, ruas e no aeroporto. Mas o impacto vai além do que as imagens mostram: atinge logística, operações e a economia de uma das regiões mais produtivas do país. Para o empresário, o episódio é um chamado à gestão de riscos e à responsabilidade coletiva na reconstrução.

Aeroporto fechado e 126 km/h: o custo do tornado em Chapecó
Compartilhar:WhatsApp
Ouvir notícia

Na manhã de 4 de novembro, um tornado atravessou Chapecó com rajadas de até 126 km/h. Em poucos minutos, telhados foram arrancados, estruturas metálicas se retorceram e o aeroporto da cidade teve hangares destruídos e operações suspensas. Menos de vinte minutos depois, um segundo tornado atingiu Xanxerê. Chapecó decretou situação de emergência, com milhares de ocorrências registradas em um único dia.

As imagens impressionam. Mas, para quem conduz empresas, o impacto mais profundo não está apenas no que foi derrubado. Está no que deixou de funcionar.

Quando a infraestrutura para, a economia sente

Chapecó é um dos polos econômicos mais relevantes de Santa Catarina, com uma agroindústria de alcance nacional e internacional e uma rede de comércio e serviços que sustenta todo o Oeste. Um aeroporto fechado significa executivos que não chegam, negociações adiadas, cargas expressas retidas e técnicos que não conseguem atender clientes.

O mesmo vale para empresas com telhados danificados, estoques expostos à chuva, energia interrompida e colaboradores que precisaram ficar em casa para cuidar das próprias famílias. Cada dia de operação parada tem custo, e esse custo se espalha pela cadeia de fornecedores, clientes e prestadores de serviço.

Risco climático já é risco de negócio

Santa Catarina convive há anos com enchentes, vendavais e temporais cada vez mais intensos. O tornado em Chapecó reforça uma realidade que não pode mais ser tratada como exceção: eventos climáticos extremos fazem parte do cenário de gestão.

Isso exige perguntas objetivas. A empresa tem plano de contingência para interrupção de energia, acesso ou comunicação? O seguro patrimonial cobre vendaval e lucros cessantes, e em que condições? Os dados estão protegidos fora da estrutura física? Existe fornecedor alternativo caso o principal seja atingido? Os colaboradores sabem o que fazer em um alerta?

Nenhum planejamento impede um tornado. Mas um bom planejamento define se a empresa volta a operar em dias ou em semanas.

O papel da classe empresarial na reconstrução

Momentos como este também revelam o caráter de um mercado. A reconstrução vai demandar materiais, mão de obra, crédito e agilidade. É nessa hora que fornecedores comprometidos garantem abastecimento, mantêm preços justos e priorizam quem mais precisa. Aproveitar a urgência alheia pode gerar ganho imediato, mas compromete a confiança construída ao longo de anos.

Ao poder público cabe a resposta emergencial. À classe empresarial cabe algo igualmente decisivo: manter a economia girando, preservar empregos e apoiar as famílias de colaboradores atingidos. Entidades, associações comerciais e empresas que se organizam rapidamente encurtam o caminho entre a destruição e a normalidade.

O Oeste catarinense construiu sua força com trabalho, cooperação e capacidade de recomeçar. Essa força será, mais uma vez, o principal ativo da região.

Nossa solidariedade às famílias e empresas de Chapecó, Xanxerê e de todos os municípios atingidos.

@correamtes

www.correamte.com.br

Blumenau – SC#infraestrutura#gestão de riscos#Continuidade de Negócios#liderança empresarial#Chapecó#eventos climáticos#Tornado#oeste catarinense
Compartilhar:WhatsApp

Sobre o autor

Juliano Carl Colunista

46 matérias publicadas

CEO do Grupo Corrêa, um dos maiores conglomerados do setor elétrico e varejista do Sul do Brasil. Com uma trajetória inspiradora de superação, iniciou sua carreira aos 14 anos trabalhando no almoxarifado e hoje lidera um grupo empresarial que fatura mais de R$ 240 milhões por ano. Sob sua gestão, o Grupo Corrêa não apenas superou uma recuperação judicial em 2016, mas também alcançou a 14ª posição nacional em seu segmento, sendo a única empresa do setor elétrico no ranking. Sua liderança é marcada pela construção de uma cultura organizacional forte e inimitável. Reconhecido pelo Prêmio ANAMACO, considerado o Oscar da Construção Civil Brasileira por dois anos consecutivos, Juliano também é o idealizador do Projeto Inspiração Corrêa, uma iniciativa voltada ao apoio de jovens atletas e empreendedores, demonstrando que o verdadeiro sucesso empresarial está no cuidado com a sociedade.

Discussão

0 comentários

Entre para comentar mais rápido

V

Notícias Relacionadas