Queda do ouro reflete dados de emprego dos EUA
Ouro cai mais de 1% após dados de emprego dos EUA reforçarem expectativas de alta de juros pelo Fed.

Segundo matéria publicada pelo Times Brasil, o ouro encerrou a última sexta-feira (4) com uma queda superior a 1%, atingindo o valor de US$ 4.476,60 por onça-troy na Comex, divisão de metais da Nymex. Essa redução ocorreu após a divulgação dos dados de emprego (payroll) de agosto nos Estados Unidos, que aumentaram as expectativas de uma postura mais restritiva do Federal Reserve (Fed) em futuras reuniões.
O fortalecimento do dólar e o aumento dos rendimentos dos Treasuries foram consequências diretas dessa expectativa. Na semana, o metal acumulou uma queda de 1,15%. A prata também registrou um declínio, fechando a sexta-feira com uma baixa de 1,41%, a US$ 66,74 por onça-troy.
O banco ING acredita que os dados de emprego reforçam a possibilidade de um aumento de juros pelo Fed em setembro, mas a decisão final dependerá do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que será divulgado na próxima sexta-feira. O Commerzbank, por sua vez, sugere que o mercado deve focar nos números de inflação de agosto e que uma pressão moderada nos preços pode reduzir as expectativas de alta de juros, oferecendo suporte ao ouro.
Além dos dados econômicos, o mercado está atento aos movimentos dos bancos centrais em relação às reservas de ouro. Recentemente, o Banco Central da Holanda transferiu cerca de US$ 12 bilhões em ouro do Federal Reserve de Nova York para Londres, seguindo uma ação semelhante do Banco Central da França.
O economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, afirmou que essas transferências refletem uma crescente desconfiança em relação aos Estados Unidos, mas avalia que o impacto econômico direto será limitado, com o principal efeito sendo simbólico.
Com informações de Times Brasil.
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