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Arquitetura corporativa

Qual a primeira fachada "pele de vidro" do Brasil?

A “primeira pele de vidro” no Brasil depende do critério adotado. O Edifício Wilton Paes de Almeida (1968), em São Paulo, é considerado o marco inicial das fachadas totalmente envidraçadas. Já o Centro Cândido Mendes (1977), no Rio de Janeiro, representa o avanço técnico dos sistemas que deram origem às peles de vidro modernas. O edifício do Citibank (1986) consolidou o uso do glazing estrutural no país. Desde então, a tecnologia evoluiu com novos materiais, normas e desempenho, tornando-se essencial na arquitetura contemporânea — inclusive em mercados exigentes como o de Santa Catarina.

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A história das fachadas envidraçadas no Brasil não começa onde muita gente imagina — e entender essa linha do tempo é essencial para profissionais de esquadrias de alumínio e construção civil que atuam em mercados exigentes como Santa Catarina.

A origem da pele de vidro no Brasil

Quando se fala em “primeira pele de vidro”, é preciso separar arquitetura de engenharia de fachada.

Sob o ponto de vista arquitetônico, o marco inicial é o Edifício Wilton Paes de Almeida, inaugurado em 1968, em São Paulo. Projetado para sediar a Companhia Comercial de Vidros do Brasil (CVB), o prédio foi concebido como uma vitrine tecnológica do uso do vidro.

O sistema aplicado, ainda distante dos padrões atuais, já antecipava o conceito de fachadas cortina — o que hoje muitos profissionais conhecem como “pele de vidro 2”. Mesmo sem o glazing estrutural moderno, o edifício colocou o vidro como protagonista, rompendo com o padrão construtivo da época.

Por isso, ele é amplamente reconhecido como a primeira grande fachada totalmente envidraçada do país.

1977: o marco técnico da evolução

Se a discussão muda para a engenharia de sistemas, o protagonismo passa para o Edifício Centro Cândido Mendes, inaugurado em 1977, no Rio de Janeiro.

Foi nesse momento que o Brasil começou a utilizar soluções que se aproximam das atuais Glazings estruturais, como o Sistema Atlanta e seus derivados.

Aqui está a origem da confusão comum no setor:

  • 1968 marca o início da estética e conceito de fachada envidraçada

  • 1977 marca o avanço técnico dos sistemas que evoluíram para os modelos atuais

Na prática, são marcos complementares — não concorrentes.

O papel decisivo do Citibank

Outro ponto frequentemente citado no setor é o edifício do Citibank, na Avenida Paulista, inaugurado em 1986.

Foi esse projeto que consolidou no Brasil o uso do glazing estrutural, sistema que elimina a leitura externa dos perfis de alumínio, criando a aparência contínua do vidro.

Esse avanço foi determinante para popularizar o padrão estético que hoje domina edifícios corporativos em cidades como Florianópolis, Joinville e Blumenau.

Evolução dos sistemas e impacto no setor

De lá para cá, a transformação foi profunda — especialmente para quem atua diretamente com esquadrias de alumínio.

Entre os principais avanços, destacam-se:

  • Evolução dos silicones estruturais, com maior desempenho e durabilidade

  • Uso de fitas acrílicas estruturais (VHB) em sistemas homologados

  • Perfis de alumínio mais precisos e com melhor desempenho estrutural

  • Vidros de alta performance: laminados, insulados, refletivos e de controle solar

  • Normas técnicas mais rigorosas, elevando o nível de segurança das fachadas

Hoje, o nível de engenharia envolvido em uma pele de vidro é incomparável ao das primeiras aplicações.

Reflexo direto em Santa Catarina

Em Santa Catarina, onde o padrão construtivo tem evoluído rapidamente, a pele de vidro deixou de ser apenas estética e passou a ser solução técnica.

Regiões como o Vale do Itajaí e o litoral catarinense demandam:

  • Controle térmico eficiente devido à alta umidade e variações climáticas

  • Desempenho estrutural frente a ventos intensos

  • Alto padrão estético em edifícios comerciais e corporativos

Isso impulsiona o uso de sistemas mais sofisticados, exigindo mão de obra qualificada e conhecimento técnico aprofundado — especialmente de serralheiros e vidraceiros que migraram de sistemas convencionais para fachadas estruturais.

Afinal, qual foi a primeira?

A resposta correta depende da pergunta.

Se for sobre a primeira fachada totalmente envidraçada do Brasil, o marco é claro:
Edifício Wilton Paes de Almeida, 1968.

Se o foco for a evolução dos sistemas que deram origem às peles de vidro modernas, o destaque vai para:
Centro Cândido Mendes, 1977.

Entender essa diferença não é apenas uma questão histórica — é reconhecer a evolução de uma tecnologia que redefiniu a construção civil e continua moldando o mercado de esquadrias de alumínio em regiões altamente competitivas como Santa Catarina.

Fonte: jornal do vidro

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Sobre o autor

47 matérias publicadas

Farmacêutico Bioquímico formado na Universidade Federal Santa Catarina (UFSC), pós graduado em Gestão Estratégica de Empresas pela Fundação Dom Cabral (FDC). Atual CFO do grupo ALLOYBR. Atual presidente do Rotary Club de Blumenau-Norte gestão 2025-2026.

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