Desjudicialização pode mudar cobrança de dívidas
Projeto no Congresso propõe desjudicializar cobrança de dívidas, transferindo parte do processo para cartórios de protesto.
Reprodução/Valor EmpresasUm projeto de lei em tramitação no Congresso busca transformar a maneira como dívidas são cobradas no Brasil, propondo a desjudicialização da execução civil. Segundo matéria publicada pelo Valor Empresas, essa proposta permitiria que cartórios de protesto assumissem a cobrança de dívidas, atualmente sob responsabilidade do Judiciário.
Atualmente, o processo de cobrança judicial envolve a ação de execução, onde o juiz cita o devedor e, caso não haja pagamento, busca bens penhoráveis. De acordo com o juiz Valdemir Ferreira Santos, esse método consome tempo e recursos do Judiciário, mesmo em casos de dívida clara e documentada.
A proposta sugere que credores possam optar por realizar cobranças diretamente por meio de cartórios, que cuidariam de etapas como notificação e localização de bens. Somente se houver disputas sobre a dívida, o caso seria levado ao Judiciário. Santos destaca que essa mudança deixaria o Judiciário focado em disputas reais, enquanto cobranças simples seriam tratadas extrajudicialmente.
O projeto gera debates entre juristas. Tabeliães apoiam a ideia, alegando que possuem estrutura para a função, enquanto advogados levantam preocupações sobre segurança jurídica e custos. Santos ressalta que o desafio de localizar bens do devedor permanece, seja por via judicial ou extrajudicial.
Acompanhar a tramitação do projeto é essencial para bancos e empresas, que podem precisar ajustar suas estratégias de cobrança caso a proposta seja aprovada.
Com informações de Valor Empresas.
Sobre o autor

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Farmacêutico Bioquímico formado na Universidade Federal Santa Catarina (UFSC), pós graduado em Gestão Estratégica de Empresas pela Fundação Dom Cabral (FDC). Atual CFO do grupo ALLOYBR. Atual presidente do Rotary Club de Blumenau-Norte gestão 2025-2026.
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