Live Commerce: sua empresa está ficando para trás!
Criado na China em 2016, o Live Commerce transforma transmissões ao vivo em canais de vendas, relacionamento e conversão. Com crescimento acelerado no Brasil, o modelo abre oportunidades para empresas de diferentes segmentos. Entenda por que sua adoção pode representar uma vantagem competitiva para o varejo brasileiro.

Imagine sua empresa apresentando produtos para centenas ou milhares de potenciais clientes simultaneamente. Durante a apresentação, seus vendedores demonstram aplicações, esclarecem dúvidas, oferecem condições comerciais e recebem pedidos em tempo real. Tudo acontece por meio de uma transmissão ao vivo, com consumidores que podem concluir a compra diretamente pelo celular. Esse modelo, conhecido como Live Commerce, ganhou escala em maio de 2016, quando o grupo Alibaba lançou, na China, o Taobao Live, integrando entretenimento, demonstração de produtos e comércio eletrônico. Em 2020, apenas os primeiros 30 minutos de uma campanha de pré-vendas do Dia dos Solteiros movimentaram aproximadamente US$ 7,5 bilhões em transações, segundo a McKinsey. No Brasil, a chegada do TikTok Shop, em maio de 2025, acelerou a expansão dessa modalidade. Em seu primeiro ano, o volume bruto médio diário de vendas realizadas por transmissões ao vivo cresceu 161 vezes, enquanto a quantidade de lives aumentou 20 vezes, segundo dados divulgados pela própria plataforma. Embora esses percentuais partam de uma base inicial reduzida, demonstram a velocidade de crescimento de um canal comercial que ainda possui amplo espaço para desenvolvimento no país.
Pense nas possibilidades para uma loja de materiais de construção demonstrando ferramentas e revestimentos, uma empresa de produtos veterinários apresentando soluções para cuidados animais ou um varejista de utilidades domésticas realizando vendas enquanto esclarece dúvidas dos consumidores. O Live Commerce permite ampliar o alcance comercial, aproveitar a capacidade técnica dos vendedores, acelerar lançamentos, movimentar estoques e transformar audiência em receita. Sua estruturação pode começar com equipamentos acessíveis, produtos selecionados e uma equipe preparada, evoluindo conforme os resultados justificarem novos investimentos. Naturalmente, a operação exige planejamento, logística, integração de estoques e acompanhamento de indicadores como taxa de conversão, receita por hora transmitida, custo de aquisição de clientes e margem de contribuição. O Brasil reúne condições favoráveis para esse mercado, especialmente pelo protagonismo das redes sociais na descoberta de produtos e pela familiaridade dos consumidores com influenciadores digitais. Entretanto, enquanto muitas empresas continuam disputando consumidores exclusivamente pelos canais tradicionais, concorrentes começam a desenvolver novas competências comerciais, conquistar comunidades e ocupar espaços na jornada de compra.
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Pai do Pedro e da Eva; Fundador da Elevion Consultoria; Diretor de Negócios da Rede de Franquias Animal Farma. Consultor e Conselheiro Empresarial.
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