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Arquitetura corporativa

La Sagrada Familia: Maravilha arquitetônica chega a marco histórico

La Sagrada Familia, obra-prima de Gaudí em Barcelona, atinge marco histórico em sua construção.

La Sagrada Familia: Maravilha arquitetônica chega a marco históricoReprodução/ny
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Poucas obras na história da arquitetura conseguem atravessar gerações e continuar parecendo futuristas. A Sagrada Família é uma delas.

Após mais de 140 anos de construção, a icônica obra de Antoni Gaudí está prestes a concluir sua estrutura principal. Em junho de 2026, a Torre Central de Jesus Cristo será oficialmente abençoada pelo Papa Leo XIV, marcando não apenas um novo capítulo da igreja mais famosa de Barcelona, mas também o centenário da morte de seu criador.

Mas, para mim, o mais fascinante nessa história não é o tempo que a obra levou para ser construída.

É o fato de que, mais de um século depois, as linhas de Gaudí continuam parecendo mais contemporâneas do que muitos projetos desenhados atualmente.

Enquanto grande parte da arquitetura da época era baseada em simetria rígida, ângulos precisos e regras clássicas, Gaudí olhava para outro lugar: a natureza.

Suas colunas lembram troncos de árvores. Seus arcos parecem galhos se encontrando. Suas fachadas não seguem linhas retas, mas curvas orgânicas que reproduzem movimentos encontrados em montanhas, cavernas, ondas e formações naturais.

E talvez seja exatamente por isso que sua arquitetura emociona tanto.

Como arquiteta, sempre me impressionou a coragem de Gaudí de desafiar tudo o que era considerado correto em sua época. Ele não desenhava edifícios. Ele desenhava sensações.

Suas formas fluidas, quase esculturais, nos ensinam uma lição valiosa: nem sempre a beleza está na perfeição geométrica. Muitas vezes ela está no inesperado, no movimento e na imperfeição que encontramos na própria natureza.

O que mais me encanta é perceber que muitas das tendências que vemos hoje — design biomórfico, biofilia, formas orgânicas, arquitetura sensorial e inspiração na natureza — já estavam presentes nos croquis de Gaudí há mais de cem anos.

Enquanto o mercado busca incessantemente a próxima tendência, a Sagrada Família nos lembra que a verdadeira inovação não nasce da moda. Ela nasce da coragem de enxergar o mundo de uma forma diferente.

Com o auxílio da modelagem computacional, a construção acelerou nos últimos anos, mas a essência continua exatamente a mesma: transformar pedra em movimento e arquitetura em arte.

E talvez seja por isso que a obra continue tão atual.

Porque Gaudí não projetava para o presente. Ele projetava para a eternidade.

Com informações de Architectural Digest.

#Antoni Gaudí#La Sagrada Familia#arquitetura
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Sobre o autor

Bruna PieritzColunista

25 matérias publicadas

Arquiteta e designer, especializada em Arquitetura e Design pelo Politécnico de Milão. Acredito que a arquitetura deve ir além da estética: ela precisa traduzir a identidade, a história e o estilo de vida de quem irá viver cada espaço. Por isso, não acredito em projetos prontos ou soluções replicadas. Cada criação é única, pensada para refletir a essência de cada cliente. À frente da Bruna Pieritz Arquitetura, desenvolvo projetos completos de arquitetura e interiores, unindo estratégia, funcionalidade, sofisticação e atenção aos detalhes para criar ambientes autênticos, atemporais e cheios de significado.

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