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Tecnologia

Google redefine sua atuação no esporte

Google utiliza IA e parcerias para expandir presença no esporte, redefinindo sua atuação além dos patrocínios tradicionais.

Google redefine sua atuação no esporte
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O Google não quer comprar o esporte. Quer controlar a porta de entrada para quem assiste.

Durante décadas, o esporte foi disputado dentro das quatro linhas.

Hoje, uma disputa muito maior acontece fora delas.

Não é entre clubes.

Nem entre atletas.

É entre as maiores empresas de tecnologia do mundo.

E o Google parece estar executando uma estratégia que vai muito além da transmissão de jogos.

A questão não é se o Google quer fazer parte do esporte.

A pergunta correta é:

quem controlará a relação entre bilhões de torcedores e o conteúdo esportivo nos próximos anos?

O jogo deixou de ser apenas o jogo

Durante muito tempo, quem detinha os direitos de transmissão controlava praticamente toda a cadeia de valor.

Televisões compravam direitos.

Emissoras distribuíam conteúdo.

Marcas patrocinavam.

O público assistia.

Esse modelo está sendo rapidamente substituído.

Hoje, plataformas digitais não querem apenas transmitir partidas.

Elas querem controlar a descoberta, a distribuição, a recomendação, a publicidade e a experiência completa do torcedor.

O algoritmo virou o novo estádio

O YouTube já não é apenas uma plataforma de vídeos.

Ele se tornou um dos maiores distribuidores de conteúdo esportivo do planeta.

Resumos.

Melhores momentos.

Bastidores.

Entrevistas.

Conteúdo produzido por criadores.

Transmissões ao vivo.

Agora imagine tudo isso potencializado por inteligência artificial.

O algoritmo passa a decidir:

  • qual jogo você verá;

  • qual corte aparecerá primeiro;

  • qual atleta ganhará visibilidade;

  • qual patrocinador falará com você;

  • quanto tempo você permanecerá consumindo aquele conteúdo.

Quem controla essa jornada controla muito mais do que audiência.

Controla atenção.

E atenção é o ativo mais valioso da economia digital.

O esporte virou um produto de tecnologia

Essa transformação muda completamente a lógica da indústria.

O produto deixa de ser apenas a partida.

Passa a ser toda a experiência digital construída ao redor dela.

É por isso que empresas como Google, Amazon, Apple, Netflix e YouTube investem bilhões em esporte.

Elas não estão comprando apenas direitos.

Estão comprando tempo de atenção.

E esse tempo pode ser monetizado de inúmeras formas:

  • publicidade;

  • assinaturas;

  • dados;

  • comércio eletrônico;

  • inteligência artificial;

  • personalização de conteúdo.

O jogo é muito maior do que parece.

O impacto vai muito além do futebol

Essa lógica não se limita ao esporte.

Ela representa uma mudança estrutural em praticamente todos os mercados.

Empresas que antes vendiam produtos agora disputam ecossistemas.

Quem controla a plataforma passa a controlar a distribuição.

Quem controla a distribuição influencia o consumo.

E quem influencia o consumo constrói vantagem competitiva.

Foi assim com os buscadores.

Com os smartphones.

Com as redes sociais.

Agora acontece com o esporte.

O maior ativo já não são os direitos. São os dados.

Cada clique.

Cada pesquisa.

Cada replay.

Cada comentário.

Cada segundo assistido.

Tudo gera informação.

E informação alimenta modelos de inteligência artificial capazes de compreender hábitos, preferências e comportamentos de bilhões de usuários.

No futuro, talvez o maior patrimônio de uma empresa esportiva não seja o estádio.

Nem os atletas.

Mas os dados produzidos pelos seus torcedores.

Uma lição para qualquer empresário

Existe um aprendizado importante nessa movimentação.

Empresas que acreditam competir apenas pelo produto estão olhando para o problema errado.

A competição está migrando para outro lugar.

Quem domina a experiência do cliente cria uma vantagem muito mais difícil de copiar do que quem apenas vende um bom produto.

O Google compreendeu isso há muito tempo.

E agora aplica essa lógica também ao esporte.

O verdadeiro campeonato acontece fora do campo

Enquanto torcedores discutem escalações e resultados, gigantes da tecnologia disputam algo muito mais valioso:

a forma como bilhões de pessoas descobrem, acompanham e consomem esporte.

No fim, talvez o futuro do esporte não seja definido apenas pelos clubes ou pelas ligas.

Será definido por quem controlar a plataforma onde a próxima geração escolherá assistir, comentar, compartilhar e viver cada partida.

Porque, na economia digital, vencer não significa apenas produzir o melhor conteúdo.

Significa controlar o caminho que leva as pessoas até ele.

#google#tecnologia#esporte#inteligência artificial#Mídia
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Sobre o autor

157 matérias publicadas

Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.

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