Desafios da governança de agentes de IA nas empresas
Empresas enfrentam desafios na governança de agentes de IA; Dooers oferece solução.

A rápida adoção de agentes de inteligência artificial pelas empresas tem levantado questões sobre controle e governança. Muitas organizações enfrentam dificuldades em identificar quantos agentes existem, quem é responsável por eles, quais dados acessam e quais permissões possuem.
Esse cenário está criando uma nova demanda no mercado de tecnologia: a governança dos agentes de IA. A startup brasileira Dooers, com sua plataforma AgentOS, busca suprir essa necessidade, oferecendo uma solução para organizar a criação, distribuição e controle desses agentes.
Quando a tecnologia avança mais rápido que a governança
Historicamente, a tecnologia corporativa é adotada rapidamente, enquanto a governança vem depois. Foi assim com a computação em nuvem e a gestão de dados, e agora, com os agentes de IA, a situação se repete, mas em uma velocidade ainda maior.
Funcionários podem criar agentes em poucas horas, e áreas inteiras podem implementá-los sem passar pelo departamento de TI, resultando em uma "shadow AI" corporativa. Segundo a Dooers, dois terços das organizações não têm políticas formais de gerenciamento de IA, e 72% dos agentes operam isoladamente.
AgentOS: a proposta da Dooers
O AgentOS pretende ser a camada organizacional entre as empresas e seus agentes de IA, centralizando aspectos como criação, permissões e governança. A plataforma oferece um marketplace de agentes licenciáveis, buscando estruturar o ecossistema de IA nas empresas.
A Dooers enfrenta concorrência de gigantes como o Google, que também desenvolve soluções de governança para IA. Para se destacar, a startup aposta em neutralidade entre modelos de IA, integração profunda com sistemas diferentes e um ecossistema independente de fornecedores.
Impacto para as empresas
Empresas precisam avaliar quantos agentes de IA possuem, quem os criou, quem pode acessá-los e quais dados utilizam. A governança desses agentes é crucial para evitar redundâncias e garantir continuidade operacional em caso de mudanças na equipe.
A tendência é que agentes de IA passem a integrar diretamente processos de vendas, atendimento, marketing e operações, tornando a governança uma questão de infraestrutura.
A corrida agora é por organizar os agentes existentes, e não apenas por criar novos. A questão é se a governança dos agentes de IA se tornará uma categoria independente ou apenas mais uma funcionalidade das grandes plataformas de nuvem.
Sobre o autor

263 matérias publicadas
Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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