Cresce demanda por chefes de gabinete nas empresas
Chefes de gabinete ganham destaque nas empresas, auxiliando na gestão estratégica e na execução de projetos complexos.

O papel do chefe de gabinete, conhecido como 'chief of staff', tem ganhado relevância no mundo corporativo. Essa função, que já era vital para alguns executivos, como Richard Gelfond, CEO da Imax, está se popularizando em diversas empresas.
Gelfond, que conta com essa posição há 16 anos, destacou a importância do chefe de gabinete como uma figura essencial para ajudar na execução de estratégias e na gestão de complexidades. "Eles são realmente inestimáveis para me ajudar a pensar no que quero dizer e alcançar, em como colocar isso em prática e, depois, na própria execução", afirmou.
O aumento da complexidade nas empresas, impulsionado por fatores como a inteligência artificial e questões geopolíticas, tem levado a uma maior procura por esses profissionais. Desde 2020, o número de vagas para chefes de gabinete cresceu 85% nos Estados Unidos, conforme dados do Indeed, superando a demanda por assistentes executivos e secretários.
Clara Ma, fundadora da Ask a Chief of Staff, descreve o chefe de gabinete como um "segundo cérebro" do executivo, com responsabilidades que vão além da organização de agendas. A remuneração para essa função pode variar entre US$ 150 mil e US$ 200 mil anuais, dependendo da experiência.
Empresas como a Russell Reynolds Associates têm visto um aumento na procura por chefes de gabinete não apenas para CEOs, mas também para vice-presidentes de áreas como marketing e finanças. Catherine Berardi, ex-chefe de gabinete de Mellody Hobson, destaca a importância desse papel na coordenação e garantia de que todas as partes da empresa trabalhem harmonicamente.
Apesar das vantagens, nem todos os executivos optam por ter um chefe de gabinete. Spencer Rascoff, CEO do Match Group, prefere manter uma relação direta com suas equipes, sem intermediários. No entanto, reconhece o valor da tecnologia, usando agentes de inteligência artificial para algumas das funções que um chefe de gabinete tradicionalmente desempenharia.
Sobre o autor

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Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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