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Empreendedorismo

Startups brasileiras priorizam maturidade e sustentabilidade

Startups brasileiras focam em sustentabilidade e maturidade, mudando o perfil dos empreendedores.

Startups brasileiras priorizam maturidade e sustentabilidade
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O novo fundador brasileiro: por que as startups estão trocando a obsessão por crescimento pela busca por maturidade

Durante anos, o ecossistema de startups foi guiado por uma narrativa quase única:

crescer rápido.

Captar investimento.

Ganhar mercado.

Escalar a qualquer custo.

Mas algo mudou.

E essa mudança não está acontecendo apenas nas startups. Está acontecendo no perfil dos próprios empreendedores que estão construindo a próxima geração de empresas brasileiras.

O fim da era do crescimento a qualquer preço

Por muito tempo, o mercado premiou velocidade.

Muitas startups foram avaliadas pela capacidade de crescer usuários, levantar rodadas de investimento e conquistar participação de mercado.

Hoje, o cenário é diferente.

O capital ficou mais seletivo.

Os investidores ficaram mais criteriosos.

E os próprios empreendedores passaram a entender que crescimento sem sustentabilidade pode ser apenas uma forma acelerada de criar problemas maiores.

A nova pergunta deixou de ser:

"Quanto você cresceu?"

E passou a ser:

"Seu negócio gera valor de forma sustentável?"

Surge uma nova geração de fundadores

Um dos movimentos mais interessantes desse novo ciclo é a evolução do perfil do empreendedor.

Segundo análises do ecossistema de startups brasileiro, cresce o número de fundadores que estão em sua segunda ou terceira jornada empreendedora. Além disso, há maior diversidade de idade, formação e experiência profissional entre os empreendedores.

Isso muda completamente a qualidade das decisões.

Porque empreendedores experientes costumam carregar algo que nenhuma rodada de investimento compra:

aprendizado acumulado.

Muitas vezes, a diferença entre uma startup promissora e uma startup duradoura não está na ideia.

Está na maturidade de quem executa.

A inteligência artificial deixou de ser diferencial

Outro sinal claro dessa evolução é a forma como a inteligência artificial está sendo utilizada.

Em 2023 e 2024, muitas startups usavam IA como argumento de marketing.

Em 2026, isso já não impressiona ninguém.

O diferencial não é mais usar IA.

O diferencial é saber onde aplicá-la.

As startups mais maduras estão integrando inteligência artificial em processos centrais do negócio:

  • atendimento ao cliente;

  • automação operacional;

  • análise de dados;

  • tomada de decisão;

  • produtividade interna.

A tecnologia deixou de ser vitrine.

Passou a ser infraestrutura.

O retorno da boa gestão

Talvez a mudança mais importante seja esta:

a gestão voltou ao centro da conversa.

Durante anos, muitos empreendedores focaram exclusivamente em crescimento.

Agora, métricas como:

  • margem;

  • geração de caixa;

  • retenção de clientes;

  • LTV;

  • eficiência operacional;

voltaram a ocupar o protagonismo.

Isso não parece revolucionário.

Mas é.

Porque mostra um ecossistema menos movido por euforia e mais orientado por fundamentos.

O empreendedor do futuro parece menos com um visionário e mais com um construtor

Existe um estereótipo muito forte sobre startups.

A imagem do fundador que trabalha sem parar, faz discursos inspiradores e promete revolucionar mercados.

Mas o mercado está valorizando outro perfil.

O empreendedor que entende:

  • finanças;

  • governança;

  • tecnologia;

  • gestão de pessoas;

  • execução.

A inovação continua importante.

Mas a capacidade de transformar inovação em negócio se tornou ainda mais relevante.

O que isso significa para Santa Catarina

Para estados com forte cultura empresarial, como Santa Catarina, esse movimento é especialmente interessante.

Historicamente, o estado construiu empresas baseadas em:

  • eficiência;

  • disciplina;

  • visão de longo prazo;

  • crescimento sustentável.

Talvez por isso muitas empresas catarinenses estejam encontrando terreno fértil nesse novo momento do ecossistema.

O mercado parece estar valorizando exatamente aquilo que empresários tradicionais sempre defenderam:

resultado antes da narrativa.

A maturidade virou vantagem competitiva

Existe uma frase que resume bem esse novo ciclo:

O empreendedor brasileiro não está ficando menos ambicioso. Está ficando mais estratégico.

O foco continua sendo crescimento.

Mas agora acompanhado de:

  • sustentabilidade financeira;

  • governança;

  • eficiência;

  • impacto real.

E isso é um sinal positivo para todo o ecossistema.

Conclusão

O perfil do fundador brasileiro está evoluindo.

A era do "crescer primeiro e descobrir depois" está dando lugar a uma geração que entende que empresas sólidas são construídas com estratégia, não apenas com velocidade.

O próximo ciclo das startups brasileiras provavelmente não será liderado por quem faz mais barulho.

Será liderado por quem consegue combinar inovação, tecnologia, gestão e execução.

Porque no fim das contas, o mercado continua premiando a mesma coisa de sempre:

não a melhor ideia, mas a melhor capacidade de transformá-la em valor.

#tecnologia#empreendedorismo#Sustentabilidade#inovação#Startups
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Sobre o autor

81 matérias publicadas

Thiago A. Busarello é administrador com MBA em Finanças pela FGV, com especialização em Ciência de Dados pelo IGTI e Sigmoidal, além de certificações em Marketing Digital, E-commerce, Investimento Anjo (SME Education) e Governança Corporativa (Gonew), com foco em atuação em conselhos. Com uma carreira consolidada que transita entre grandes indústrias e o empreendedorismo, atuou em empresas relevantes do setor têxtil como Karsten, Teka, Texneo e KYLY, além de experiência no segmento de bens de consumo na Wanke, empresa centenária. Atualmente, está à frente da gestão de uma confecção, unindo prática operacional com visão estratégica de negócios. No ecossistema de inovação, é investidor-anjo pela SC Angels e possui atuação como cofundador de negócios em diferentes segmentos, incluindo o Bless Salon & Beauty (beleza) e a Impulsão Digital (lançamentos digitais). Também contribui com o desenvolvimento de novos empreendedores por meio de mentorias no Instituto Gene. Com uma visão orientada a dados, tecnologia e crescimento sustentável, Thiago se posiciona como especialista em negócios, inovação e empreendedorismo, conectando experiência prática de mercado com tendências emergentes para geração de valor e escala.

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