Reforma Tributária: 60,9% dos empresários do setor não estão preparados.
Pesquisa da Abrasel revela que 60,9% dos empresários de bares e restaurantes ainda não se sentem preparados para a Reforma Tributária, reforçando a importância do planejamento diante das mudanças previstas para 2027.

Pesquisa da Abrasel revela preocupação com as novas regras tributárias e reforça a necessidade de planejamento para as mudanças previstas a partir de 2027.
A Reforma Tributária já está em andamento no Brasil, mas grande parte dos empresários do setor de alimentação fora do lar ainda enfrenta dificuldades para compreender seus impactos. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 60,9% dos empresários entrevistados afirmam estar pouco ou nada preparados para as mudanças.
O levantamento, realizado em julho de 2026 com 1.480 empresários de diferentes regiões do país, aponta que 43,9% se consideram pouco preparados e 17% nada preparados. Apenas 22,9% afirmam estar preparados ou muito preparados para a transição.
Os números revelam um cenário de incerteza em um setor que precisará adaptar sua gestão financeira, seus processos fiscais e suas estratégias de precificação.
O que muda para bares e restaurantes?
A Reforma Tributária prevê a substituição gradual de tributos sobre o consumo por dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre estados e municípios.
Embora a proposta busque simplificar o sistema tributário, sua implementação exige atenção dos empresários.
Entre os principais pontos que precisam ser avaliados estão:
Formação de preços: análise dos possíveis impactos da nova tributação sobre os produtos e serviços.
Margens de lucro: revisão de custos e estratégias para preservar a rentabilidade.
Créditos tributários: compreensão das regras de aproveitamento de créditos conforme o regime adotado.
Fluxo de caixa: planejamento financeiro diante das novas formas de apuração e recolhimento.
Obrigações fiscais: adequação dos sistemas de gestão e emissão de documentos fiscais.
A legislação também estabelece um regime específico para bares e restaurantes, com regras próprias de tributação que devem ser consideradas no planejamento de cada estabelecimento.
Simples Nacional também exige atenção
Outro dado relevante da pesquisa é que 71,3% dos empresários entrevistados são optantes pelo Simples Nacional.
Com a Reforma Tributária, essas empresas poderão permanecer no modelo de recolhimento dos novos tributos dentro do Simples ou, quando permitido, optar pela apuração de IBS e CBS pelo regime regular, modalidade conhecida como Simples Nacional híbrido.
Essa decisão pode influenciar o aproveitamento de créditos tributários e a competitividade dos estabelecimentos, especialmente nas relações comerciais com outras empresas.
Por isso, a escolha deve considerar as características de cada negócio, com orientação contábil especializada.
A preparação para 2027 precisa começar agora
O ano de 2026 marca a fase inicial de implementação da Reforma Tributária, enquanto 2027 representa uma nova etapa, com a entrada em vigor da CBS e a extinção do PIS e da Cofins.
Para bares e restaurantes, a preparação envolve mais do que acompanhar alterações na legislação. É necessário revisar processos internos, avaliar sistemas de gestão, analisar custos e compreender como as novas regras poderão afetar a operação.
A principal mensagem do levantamento é clara: adiar o planejamento pode aumentar as dificuldades de adaptação.
Diante desse cenário, o acompanhamento contábil e tributário torna-se fundamental para que os empresários tomem decisões fundamentadas e atravessem a transição com maior segurança.
A Reforma Tributária não representa apenas uma mudança na forma de recolher impostos, mas também um momento importante para reavaliar a gestão e o planejamento financeiro dos negócios.
Fontes: Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Receita Federal e Ministério da Fazenda.
Sobre o autor

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Fundador da Jordan Contabilidade e especialista em gestão tributária, redução estratégica de impostos e estruturação empresarial. Sua atuação é focada em transformar números em estratégias e ajudar empresas a alcançar resultados por meio de uma contabilidade consultiva e orientada ao crescimento.
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