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Radar EmpreendaNews - 17/09/2026

Reajuste de programa social, novas discussões sobre segurança da inteligência artificial, avanço chinês nos chips, investigação sobre salários e um ataque envolvendo uma das maiores fintechs da Europa estão entre os destaques.

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Reajuste de programa social, novas discussões sobre segurança da inteligência artificial, avanço chinês nos chips, investigação sobre salários e um ataque envolvendo uma das maiores fintechs da Europa estão entre os destaques.

O Radar Empreenda desta sexta-feira, 18 de setembro, reúne acontecimentos que movimentam economia, tecnologia, mercado de trabalho e segurança digital. No Brasil, o reajuste do Bolsa Família e a greve dos Correios chamam atenção pelo impacto econômico, enquanto no exterior cresce o debate sobre os limites da inteligência artificial e a corrida global por capacidade computacional.

Bolsa Família terá aumento de 15%

O governo federal anunciou reajuste de aproximadamente 15% nos benefícios do Bolsa Família, com os novos valores começando a ser pagos em 19 de outubro. O valor médio recebido pelas famílias deve passar de cerca de R$ 675 para R$ 777. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões por ano em 2027 e 2028.

Além do efeito sobre as contas públicas, o aumento pode gerar reflexos no consumo das famílias de menor renda, especialmente em alimentação, comércio e serviços locais. O governo afirma que o reajuste foi calculado com base na inflação acumulada pelo INPC e que há espaço no Orçamento para absorver a despesa.

Thales pede regras internacionais para inteligência artificial

A francesa Thales, uma das maiores empresas de tecnologia de defesa da Europa, defendeu a criação de uma estrutura internacional para regular o desenvolvimento da inteligência artificial. O CEO Patrice Caine afirmou que mecanismos técnicos de segurança são importantes, mas precisam ser acompanhados por supervisão dos governos e regras internacionais.

A discussão ganha peso porque a IA está avançando também em áreas militares, como análise de imagens de drones e satélites e apoio a sistemas de comando. Ao mesmo tempo, países europeus buscam diminuir a dependência tecnológica dos Estados Unidos e ampliar sua soberania digital.

Huawei acelera nova geração de chips de IA

A Huawei anunciou que vai antecipar o lançamento de sua próxima geração de processadores para inteligência artificial. O Ascend 960DT está previsto para o primeiro trimestre de 2027, três trimestres antes do planejamento anterior, enquanto o 960PR deve chegar no terceiro trimestre do próximo ano.

A companhia afirma que atualmente não consegue produzir equipamentos de IA suficientes para atender toda a demanda chinesa. Como parte da estratégia para competir com a Nvidia, a Huawei também desenvolve sistemas capazes de conectar grandes quantidades de processadores, com uma arquitetura projetada para chegar a até 1 milhão de chips trabalhando de maneira integrada.

Amazon defende testes rigorosos antes de liberar novas IAs

A Amazon entrou de forma mais direta no debate mundial sobre segurança da inteligência artificial. A companhia defendeu que novos modelos sejam lançados somente depois de testes rigorosos e da implementação de mecanismos robustos de proteção.

Apesar disso, a Amazon não aderiu ao pedido de desaceleração generalizada do desenvolvimento da tecnologia defendido por alguns nomes do setor. A empresa argumenta que avanço tecnológico e segurança podem caminhar juntos e que empresas e governos precisam cooperar na criação de mecanismos de proteção.

Greve dos Correios pressiona pequenos lojistas

A greve dos Correios, iniciada em 10 de setembro, começa a provocar dificuldades para consumidores e principalmente pequenos negócios que dependem da estatal para realizar suas entregas. Vendedores relatam encomendas atrasadas, rastreamentos sem atualização e dificuldades relacionadas a reembolsos de frete.

Para pequenos e-commerces, a paralisação pode representar aumento de custos ao exigir alternativas de transporte, além do risco de cancelamentos e reclamações dos consumidores. O episódio volta a mostrar como a logística pode se tornar um ponto crítico para empresas que concentram suas operações em um único parceiro de entregas.

Cade reúne mais de 2 mil provas em investigação do “cartel do RH”

A Superintendência-Geral do Cade reuniu mais de 2 mil elementos de prova em uma investigação envolvendo a troca de informações sobre salários e benefícios entre executivos de recursos humanos de mais de 50 grandes empresas. O caso envolve companhias de setores como mineração, alimentos, indústria, telecomunicações e automóveis.

As trocas investigadas teriam ocorrido entre 1994 e 2021 e incluiriam informações detalhadas sobre remuneração, reajustes e benefícios. A área técnica avalia se a prática configura uma conduta anticoncorrencial e se pode ser caracterizada como cartel. Algumas empresas sustentam que os dados eram utilizados para benchmarking e negam irregularidades. A decisão final caberá ao tribunal do Cade.

Revolut enfrenta vazamento e pedido público de resgate de US$ 3 milhões


A fintech britânica Revolut enfrenta uma crise de segurança após informações de aproximadamente 680 clientes terem sido entregues a criminosos que se passaram por autoridades governamentais. Os golpistas utilizaram um domínio legítimo de uma instituição pública para enviar solicitações fraudulentas de informações.

Um grupo que reivindica responsabilidade pelo caso publicou um pedido de resgate de US$ 3 milhões e ameaçou divulgar ou vender as informações roubadas. A Revolut afirma que não recebeu uma cobrança diretamente dos criminosos e que sua infraestrutura principal, bancos de dados e recursos dos clientes não foram comprometidos.

EUA criticam Brasil pelo combate ao PCC e ao Comando Vermelho

O governo dos Estados Unidos afirmou, em documento enviado ao Congresso americano, que o Brasil precisa avançar no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho. A manifestação relaciona a atuação das facções brasileiras às rotas internacionais do tráfico de cocaína.

O Ministério da Justiça brasileiro contestou a avaliação e afirmou que o posicionamento não considera medidas recentes adotadas pelo país contra organizações criminosas. O governo citou novas leis, operações federais e uma proposta de cooperação enviada aos Estados Unidos para ampliar ações contra lavagem de dinheiro, tráfico de armas e estruturas financeiras ligadas ao crime organizado. O Brasil não foi incluído na lista americana dos 23 principais países produtores ou de trânsito de drogas.

O que fica no Radar

O cenário desta sexta-feira mostra movimentos importantes em diferentes frentes. A inteligência artificial continua ampliando sua influência sobre tecnologia, defesa e geopolítica; a disputa pelos chips ganha velocidade; e empresas enfrentam novos riscos relacionados à concorrência, segurança digital e logística.

Para empresários e gestores, os acontecimentos reforçam uma realidade cada vez mais presente: decisões tomadas por governos e grandes empresas em tecnologia, regulação, infraestrutura e economia podem rapidamente chegar ao caixa, à operação e à estratégia de negócios.

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