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Radar 21/09: Pix domina empresas e petróleo recua para US$ 101

Pagamentos, expansão de fintechs, mercado de carbono, investimentos em Santa Catarina, petróleo e robótica estão entre os principais movimentos para acompanhar nesta segunda-feira.

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Pagamentos, expansão de fintechs, mercado de carbono, investimentos em Santa Catarina, petróleo e robótica estão entre os principais movimentos para acompanhar nesta segunda-feira.

O mercado começa a semana com movimentos importantes para empresários e investidores. Nesta segunda-feira, 21 de setembro, o Radar Empreenda News acompanha a consolidação do Pix nas operações empresariais, novos investimentos no Brasil, o avanço do mercado de carbono e mudanças no cenário internacional de energia e tecnologia.

O Pix já representa mais de 98% do volume de transações financeiras das empresas analisadas pela DominiPay. O levantamento considera operações processadas pela plataforma entre janeiro e agosto de 2026. Somadas, as stablecoins USDT e USDC responderam por 1,85% do volume analisado em agosto, enquanto o Bitcoin ficou abaixo de 0,01%.

Apesar da distância em relação ao Pix, as moedas digitais começam a aparecer em operações específicas. O movimento indica que, no ambiente empresarial, as stablecoins podem conquistar espaço em nichos ligados a pagamentos e movimentações internacionais, sem representar, pelo menos por enquanto, uma substituição do sistema brasileiro.

Outra fintech de olho no mercado nacional é a mexicana Clara. A empresa lançou o Clara Veículos, solução pós-paga para abastecimento e gestão de frotas corporativas. A companhia calcula que esse mercado movimente aproximadamente R$ 400 bilhões por ano no Brasil e estabeleceu como meta conquistar 10% do segmento em até 15 meses.

O mercado de sustentabilidade também movimenta capital. A brasileira Mombak iniciou a captação de seu segundo fundo de reflorestamento, o Amazon Reforestation Fund II, com objetivo de levantar US$ 150 milhões para financiar projetos de restauração na Amazônia. A empresa ainda terá acesso a uma linha de crédito de R$ 200 milhões do Fundo Clima, operado pelo BNDES.

A Mombak também fechou um acordo de longo prazo para venda de créditos de remoção de carbono à Salesforce. A companhia já possui entre seus compradores nomes como Google, Microsoft e McLaren Racing. A expectativa é que a demanda pelo mercado de carbono avance para setores como petróleo, mineração e siderurgia.

Em Santa Catarina, o foco está na atração de investimentos para a Zona de Processamento de Exportação de Imbituba. O Governo do Estado realiza nos dias 21 e 22 de setembro, em São Paulo, reuniões com potenciais interessados na concessão do projeto. O contrato previsto é de 35 anos, com valor estimado de R$ 66 milhões e outorga mínima de R$ 500 mil.

No mercado internacional, o petróleo começou a semana em queda. O Brent recuou mais de 2% e voltou para a região de US$ 101 por barril, enquanto investidores acompanharam sinais de recuperação das exportações sauditas e possíveis avanços diplomáticos envolvendo o conflito com o Irã. Mesmo com a queda, a commodity permanece em um patamar capaz de pressionar inflação, combustíveis e decisões de política monetária.

Na China, o sinal de cautela vem do setor de robótica. Reguladores aumentaram o escrutínio sobre empresas de robôs humanoides interessadas em abrir capital, com atenção especial para avaliações elevadas, receitas dependentes de projetos apoiados pelo Estado e a existência de demanda comercial efetiva para os produtos.

O movimento não significa que Pequim esteja abandonando o setor. A chamada “inteligência incorporada” segue como uma área estratégica para o país. A mudança está na cobrança por modelos de negócio mais sustentáveis, aplicações comerciais reais e receitas capazes de justificar as avaliações das companhias antes da chegada ao mercado de capitais.

O Radar desta segunda-feira mostra uma combinação de tendências que merece atenção das empresas: novas infraestruturas financeiras ganham espaço, capital busca projetos ligados à sustentabilidade e logística, enquanto mercados globais passam a exigir resultados mais concretos de setores que receberam avaliações elevadas nos últimos anos.

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