Propriedade intelectual em megaeventos esportivos
Entenda a importância da propriedade intelectual em megaeventos esportivos como a Copa do Mundo, segundo o Pipeline Valor.

No dia 11 de junho, a Copa do Mundo da FIFA terá início, reunindo as principais seleções de futebol masculino e movimentando uma intricada cadeia econômica baseada em direitos de propriedade intelectual. Temas como registro e licenciamento de marcas, direitos de imagem e transmissão de jogos tornam-se cruciais em eventos dessa magnitude.
No Brasil, além das Leis da Propriedade Industrial (Lei 9.279/96) e de Direitos Autorais (Lei 9.610/98), existem legislações específicas para megaeventos esportivos. A Lei Pelé (Lei nº 9.615/98) aborda a propriedade intelectual no contexto esportivo, proibindo o uso de elementos do símbolo olímpico sem autorização do COB e protegendo o direito de imagem dos atletas.
Leis como a Lei Geral da Copa (Lei nº 12.663/2012) e a Lei Geral dos Jogos Olímpicos (Lei nº 13.284/2016) foram criadas para proteger sinais distintivos de entidades como a FIFA e os Jogos Olímpicos, tipificando como crime a reprodução ou falsificação dos símbolos oficiais.
Para a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, ainda não há legislação específica similar à brasileira. Entretanto, a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) no Brasil representa um avanço na proteção da propriedade intelectual em eventos esportivos, criminalizando o uso indevido de marcas e o marketing de emboscada.
Essas normas garantem proteção às marcas oficiais e aos direitos de atletas e patrocinadores, destacando o Brasil na regulamentação do tema e assegurando um ambiente seguro para eventos de grande impacto.
Sobre o autor

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Thiago A. Busarello é administrador com MBA em Finanças pela FGV, com especialização em Ciência de Dados pelo IGTI e Sigmoidal, além de certificações em Marketing Digital, E-commerce, Investimento Anjo (SME Education) e Governança Corporativa (Gonew), com foco em atuação em conselhos. Com uma carreira consolidada que transita entre grandes indústrias e o empreendedorismo, atuou em empresas relevantes do setor têxtil como Karsten, Teka, Texneo e KYLY, além de experiência no segmento de bens de consumo na Wanke, empresa centenária. Atualmente, está à frente da gestão de uma confecção, unindo prática operacional com visão estratégica de negócios. No ecossistema de inovação, é investidor-anjo pela SC Angels e possui atuação como cofundador de negócios em diferentes segmentos, incluindo o Bless Salon & Beauty (beleza) e a Impulsão Digital (lançamentos digitais). Também contribui com o desenvolvimento de novos empreendedores por meio de mentorias no Instituto Gene. Com uma visão orientada a dados, tecnologia e crescimento sustentável, Thiago se posiciona como especialista em negócios, inovação e empreendedorismo, conectando experiência prática de mercado com tendências emergentes para geração de valor e escala.
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