PF: Prazo de Toffoli atrapalharia operação contra o Banco Master

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que o prazo estabelecido para a operação contra o Banco Master não foi cumprido devido a questões operacionais.
A operação, deflagrada na quarta-feira, visou alvos que estavam em deslocamento, o que demandou a atualização de endereços e diligências prévias para garantir a efetividade da ação. A PF argumentou que essa situação, que demandou mais tempo, foi comunicada previamente ao ministro.
Pedido de Impeachment
Senadores protocolaram um pedido de impeachment contra Toffoli, alegando suspeição e conflito de interesses na condução do caso.
Análise de Material Apreendido
Toffoli autorizou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a analisar o material apreendido na investigação. O ministro havia inicialmente determinado que os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia do STF, mas reconsiderou a decisão após manifestação da PGR.
A PF argumentou que impedir a análise do material apreendido, especialmente celulares com criptografia, poderia prejudicar a investigação. O diretor-geral da PF alertou que o alto poder aquisitivo dos investigados facilitaria o deslocamento e dificultaria a ação da polícia.
As medidas cautelares contra os alvos foram solicitadas pela PGR no dia 6, autorizadas por Toffoli em 7 de janeiro, com prazo de 24 horas para cumprimento a partir do dia 12.
A PGR poderá analisar o material apreendido após a reconsideração da decisão de Toffoli.
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