Paramount pode vender canais infantis para adquirir Warner
Paramount pode vender canais infantis para obter aprovação de compra da Warner pela UE.

A Paramount Skydance está considerando a venda de seus canais de TV infantis para facilitar a aprovação da União Europeia em sua proposta de aquisição da Warner Bros, avaliada em US$ 110 bilhões. A empresa busca evitar a venda, mas está disposta a abrir mão desses ativos caso a UE levante preocupações sobre concorrência.
Fontes anônimas informaram que a Paramount ainda não decidiu quando apresentará soluções formais, mas o prazo inicial para liberação do acordo pela UE é 7 de julho. O CEO da Paramount, David Ellison, já superou a concorrência da Netflix e conta com apoio de seu pai, Larry Ellison, para a transação.
A aquisição uniria estúdios de Hollywood renomados e canais como CNN, CBS, HBO Max, Nickelodeon e Cartoon Network. Jennifer Rie, analista da Bloomberg Intelligence, comentou que a comissão deve examinar sobreposições entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery no fornecimento de canais infantis na Europa.
Além do mercado infantil, há preocupações sobre janelas exclusivas de cinemas antes de filmes irem para streaming. A Comissão Europeia já contatou cinemas para avaliar o impacto da fusão. Se preocupações forem identificadas, soluções devem ser apresentadas até início de julho.
A Paramount afirmou que está colaborando de forma transparente com reguladores. No Reino Unido, a Autoridade de Concorrência e Mercados pode investigar, enquanto nos EUA, antitrustes parecem favoráveis à aquisição. A compra também envolve financiamento de US$ 24 bilhões de fundos do Oriente Médio.
Os fundos, incluindo o da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi, receberiam ações sem direito a voto, limitando sua governança. A notificação formal da Paramount à UE é iminente, mas não se espera riscos severos. Nos EUA, senadores democratas pediram análise rigorosa do investimento estrangeiro na Paramount.
Sobre o autor

252 matérias publicadas
Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
Discussão
0 comentários
Notícias Relacionadas

Equipe de vendas: como crescer com previsibilidade
Estruturar uma equipe de vendas eficiente não significa simplesmente contratar mais vendedores. Crescimento previsível exige processo comercial, gestão, tecnologia, indicadores e uma operação capaz de produzir resultado sem depender exclusivamente do talento individual.

Lavanderia autônoma lança rede de minimercados
Aquamagic lança Neomarket, rede de minimercados autônomos, visando 30 unidades até 2026.

Americanas busca eficiência em meio a desafios
Americanas busca recuperação, mas enfrenta novos prejuízos. A empresa aposta em eficiência operacional para reverter a situação.