OAB/SC e FIESC colocam Santa Catarina no centro do debate sobre acordo UE-Mercosul
Debate promovido pela OAB/SC e FIESC coloca Santa Catarina no centro das discussões sobre os impactos econômicos e jurídicos do acordo entre União Europeia e Mercosul.
Debate nacional promovido em Florianópolis discute impactos econômicos, jurídicos e estratégicos do tratado para empresas brasileiras
Santa Catarina entrou no centro das discussões sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia. A OAB/SC, em parceria com a FIESC e o Conselho Federal da OAB, promoveu em Florianópolis o primeiro debate nacional voltado aos impactos econômicos, jurídicos e estratégicos do tratado internacional para o setor produtivo brasileiro.
O encontro reuniu lideranças empresariais, especialistas, representantes institucionais e profissionais do Direito para discutir como o acordo pode transformar competitividade, exportações e ambiente de negócios no Brasil — especialmente em estados com forte presença industrial, como Santa Catarina.
Juliano Mandelli reforça protagonismo catarinense no debate internacional
Presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli destacou que Santa Catarina vem buscando protagonismo na análise e acompanhamento do acordo antes mesmo de sua implementação definitiva.
Segundo ele, a entidade criou uma comissão específica para aprofundar os estudos sobre o tratado e antecipar impactos econômicos e jurídicos que podem atingir empresas brasileiras nos próximos anos.
“A OAB/SC tem atuado de forma pioneira na análise e no acompanhamento deste acordo”, afirmou Mandelli durante o evento.
A movimentação reforça uma preocupação crescente entre entidades empresariais e institucionais: apesar do potencial de abertura econômica, o acordo também deve aumentar pressão competitiva sobre setores produtivos nacionais.
Acordo UE-Mercosul pode redesenhar competitividade brasileira
O tratado entre Mercosul e União Europeia é considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo e pode impactar diretamente tarifas de exportação, barreiras comerciais, cadeias industriais e acesso a mercados internacionais.
Para estados exportadores como Santa Catarina, o tema ganha peso estratégico.
Setores ligados à indústria, agronegócio, tecnologia, metalmecânico e comércio exterior acompanham com atenção os possíveis efeitos do acordo sobre competitividade e geração de negócios.
Além das oportunidades de acesso ao mercado europeu, o setor produtivo também discute desafios ligados à regulamentação, exigências ambientais, segurança jurídica e adaptação das empresas brasileiras ao novo cenário global.
Santa Catarina amplia participação em pautas internacionais
O debate promovido pela OAB/SC e FIESC também evidencia uma mudança no posicionamento das entidades catarinenses.
Temas ligados à geopolítica, comércio exterior e acordos internacionais passaram a impactar diretamente decisões empresariais regionais — principalmente em estados com forte perfil exportador.
A avaliação de lideranças presentes é de que empresas precisarão acompanhar cada vez mais movimentos internacionais para manter competitividade e antecipar riscos econômicos.
Em meio a mudanças aceleradas no comércio global, Santa Catarina tenta ampliar influência e participação nas discussões que devem moldar os próximos ciclos econômicos do país.
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