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Gestão empresarialJaraguá do Sul

O segredo da WEG não está nos motores. Está na gestão.

O sucesso da WEG vai além dos motores: está em sua gestão eficaz.

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O segredo da WEG não está nos motores. Está na gestão.

Quando se fala em WEG, a maioria das pessoas pensa imediatamente em motores elétricos.

É compreensível. Afinal, a empresa fundada em 1961 por Werner Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, em Jaraguá do Sul (SC), tornou-se uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo.

Mas talvez o maior produto da WEG nunca tenha sido um motor.

Talvez tenha sido seu modelo de gestão.

Enquanto muitas empresas brasileiras cresceram rapidamente e desapareceram com a mesma velocidade, a WEG seguiu um caminho diferente: crescimento consistente, foco no longo prazo e uma cultura organizacional construída ao longo de décadas.

Hoje, a companhia está presente em mais de 135 países, possui fábricas em diversos continentes e encerrou 2025 com faturamento superior a R$ 40 bilhões e mais de 49 mil colaboradores em suas operações globais.

Mas a pergunta que empresários e gestores deveriam fazer não é "quanto a WEG fatura?".

A pergunta correta é:

Como uma empresa do interior de Santa Catarina conseguiu competir globalmente durante mais de seis décadas?

Crescer sem pressa

Vivemos em uma época que valoriza velocidade.

Empresas são incentivadas a crescer rapidamente, captar investimentos e buscar expansão acelerada.

A WEG seguiu na direção oposta.

Seu crescimento foi construído sobre reinvestimento constante, expansão gradual e fortalecimento da capacidade produtiva.

Em vez de perseguir modismos, a empresa concentrou esforços em tecnologia, eficiência industrial e desenvolvimento de pessoas.

O resultado foi uma organização preparada para atravessar diferentes ciclos econômicos sem comprometer sua essência.

Cultura antes da estratégia

Existe uma frase famosa no mundo corporativo:

"A cultura devora a estratégia no café da manhã."

A trajetória da WEG parece confirmar essa afirmação.

Ao longo dos anos, a empresa desenvolveu uma cultura fortemente orientada para conhecimento técnico, melhoria contínua e formação de lideranças internas.

Isso ajuda a explicar por que a companhia conseguiu manter crescimento consistente mesmo em cenários globais marcados por incertezas econômicas e geopolíticas.

Muitas empresas criam estratégias brilhantes.

Poucas conseguem construir uma cultura capaz de executar essas estratégias durante décadas.

Internacionalização com os pés no chão

Outro aspecto interessante da gestão da WEG é sua expansão internacional.

Diferentemente de empresas que buscaram presença global apenas por status, a WEG construiu uma operação internacional conectada à demanda dos mercados em que atua.

Hoje, parte significativa de sua receita vem do exterior, resultado de uma estratégia consistente de diversificação geográfica e produtiva. Em 2024, mais da metade da receita líquida teve origem fora do Brasil.

Essa diversificação reduz riscos e aumenta a capacidade de adaptação da empresa diante de mudanças econômicas regionais.

O que pequenas e médias empresas podem aprender

É fácil olhar para uma gigante global e concluir que sua realidade é distante da maioria dos empreendedores.

Mas os principais ensinamentos da WEG são surpreendentemente simples:

  • Crescimento sustentável costuma ser mais sólido do que crescimento acelerado.

  • Cultura organizacional não é discurso; é prática diária.

  • Investir em pessoas gera retorno de longo prazo.

  • Diversificação reduz vulnerabilidades.

  • Gestão eficiente é construída ao longo dos anos, não em um único trimestre.

A verdadeira vantagem competitiva

Produtos podem ser copiados.

Tecnologias evoluem.

Mercados mudam.

Mas empresas que constroem uma cultura forte, lideranças preparadas e visão de longo prazo criam algo muito mais difícil de replicar.

Talvez seja por isso que a WEG continue crescendo mais de seis décadas após sua fundação.

No fim das contas, o maior ativo da empresa não está em suas fábricas, máquinas ou motores.

Está na forma como ela é gerida.

Jaraguá do Sul#internacionalização#cultura organizacional#gestão#WEG
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Sobre o autor

45 matérias publicadas

Thiago A. Busarello é administrador com MBA em Finanças pela FGV, com especialização em Ciência de Dados pelo IGTI e Sigmoidal, além de certificações em Marketing Digital, E-commerce, Investimento Anjo (SME Education) e Governança Corporativa (Gonew), com foco em atuação em conselhos. Com uma carreira consolidada que transita entre grandes indústrias e o empreendedorismo, atuou em empresas relevantes do setor têxtil como Karsten, Teka, Texneo e KYLY, além de experiência no segmento de bens de consumo na Wanke, empresa centenária. Atualmente, está à frente da gestão de uma confecção, unindo prática operacional com visão estratégica de negócios. No ecossistema de inovação, é investidor-anjo pela SC Angels e possui atuação como cofundador de negócios em diferentes segmentos, incluindo o Bless Salon & Beauty (beleza) e a Impulsão Digital (lançamentos digitais). Também contribui com o desenvolvimento de novos empreendedores por meio de mentorias no Instituto Gene. Com uma visão orientada a dados, tecnologia e crescimento sustentável, Thiago se posiciona como especialista em negócios, inovação e empreendedorismo, conectando experiência prática de mercado com tendências emergentes para geração de valor e escala.

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