MPF denuncia Rodrigo Manga por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Rodrigo Maganhato, conhecido como Rodrigo Manga, prefeito afastado de Sorocaba (SP), por peculato, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa e outros crimes.
A denúncia, divulgada em 11 de fevereiro de 2026, é resultado de investigação sobre desvio de recursos públicos na área da saúde. Manga está afastado do cargo desde 6 de novembro do ano anterior, após a segunda fase da Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal.
Além de Manga, sua esposa, Sirlange Frate Maganhato, e sua mãe, Zoraide Batista Maganhato, também foram indiciadas pelo MPF. A defesa deles não se manifestou.
Ao todo, treze pessoas foram denunciadas, incluindo ex-secretários e membros de empresas.
Investigação
Segundo os investigadores, Rodrigo Manga, que é aliado do governador Tarcísio de Freitas, montou um grupo criminoso. O grupo, utilizando cargos públicos, teria direcionado certames e fraudado licitações para obter vantagens ilícitas.
Manga é apontado como líder do núcleo político da organização criminosa. O MPF identificou que Manga recebeu propina para que a Organização Social Aceni assumisse a administração de unidades básicas de saúde.
Os procuradores encontraram pagamentos de despesas da família de Manga feitos por intermediários. O MPF também apurou que Rodrigo Manga utilizou parentes para ocultar patrimônio.
Rodrigo Manga foi reeleito prefeito de Sorocaba em 2024, com mais de 263 mil votos, representando 73,75% dos votos válidos.
Antes de ser afastado, Manga anunciou sua intenção de se candidatar a governador ou a presidente da República.
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