Ministro da Justiça diverge sobre reunião com Lula e caso Master

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, se envolveu em uma controvérsia sobre a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dia após tomar posse. Inicialmente, o ministro afirmou que o caso Master foi o "eixo" da conversa, mas a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) negou essa versão.
A reunião contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que abriu um procedimento para investigar o vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e seus familiares. O encontro tinha como objetivo discutir o combate ao crime organizado, com foco em questões como as bets, as fintechs e a adulteração de combustíveis.
Divergência sobre o tema central
Questionado por jornalistas, o ministro Lima e Silva declarou que o tema "caso Master" foi tratado como o ponto central da reunião. Posteriormente, a Secom contradisse a afirmação, indicando que o foco da discussão era o combate ao crime organizado. Em seguida, o ministro minimizou a importância do caso Master, afirmando que a citação seria apenas uma "alusão" feita por alguns participantes.
O ministro ressaltou que não houve um tratamento específico sobre o caso Master, mas que este pode ter sido citado como exemplo no contexto de combate ao crime organizado. Segundo um participante, a menção ao Banco Master surgiu em meio à discussão de outros temas, como as bets e fintechs.
Participantes e contexto da reunião
Além de Lula, Moraes e Lima e Silva, a reunião contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin; o ministro da Secom, Sidônio Palmeira; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan; o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas; e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.
A investigação aberta por Moraes visa apurar o possível acesso irregular a informações fiscais e bancárias de ministros do STF. Em 2019, Moraes já havia suspendido investigações fiscais da Receita Federal que envolviam ministros da Corte, citando "indícios de desvio de finalidade".
A reunião demonstra a complexidade das relações entre os poderes e a atenção voltada para o combate ao crime organizado, tema central do encontro.
Quer receber mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp.
Entrar no canal do WhatsApp
Comentários
Comentários publicados
Carregando comentários...
Novo comentário
Notícias Relacionadas

Lula sinaliza possibilidade de não disputar reeleição em 2026 e cita sucessores

Lula: Acordo Mercosul-União Europeia será assinado no Paraguai

