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Leandro Branquinho fala de vendas e IA no Empreenda News

Palestrante mineiro, com mais de 1,5 milhão de seguidores, passou por Blumenau e contou da primeira venda, ainda menino, ao jeito certo de usar inteligência artificial para vender.

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Leandro Branquinho abriu a primeira empresa aos 13 anos: uma loja de videogame na garagem de casa, em Três Corações, no Sul de Minas Gerais. Hoje é um dos palestrantes de vendas mais conhecidos do país, com mais de 1,5 milhão de seguidores somando as redes sociais e o título de único palestrante do Brasil com mais de 4.000 avaliações nota 5 no Google.

De passagem por Blumenau, ele gravou um episódio com João Taumaturgo, um dos fundadores do Empreenda News. Foram mais de uma hora de conversa sobre o que separa os bons vendedores do resto, os erros que ensinam e o lugar da inteligência artificial nas vendas. O episódio completo já está no ar.

Canetas com glitter e uma loja aos 13 anos

A primeira venda veio antes da loja. No fim dos anos 1980, o pai trazia de viagens ao Paraguai caixas de canetas coloridas, com glitter e cheirinho, e Branquinho levou uma delas para a escola. Quando o pai avisou que não faria mais aquelas viagens, ele chegou na sala e anunciou que era a última caixa. Vendeu tudo em cinco minutos. "Não sabia que existia esse nome, mas eu falei que era a última. E realmente era", conta, sobre o que hoje se chama gatilho da escassez.

Pouco depois vieram as fitas de Nintendo numa caixa de sapato e, em 1990, a loja de videogame, que funcionou por 13 anos. Aos 14 anos ele já tinha uma equipe e, aos 16, dava treinamento para os próprios vendedores. Com a mãe, dona de uma perfumaria, aprendeu a atender cada pessoa do jeito que ela gosta. Com o pai, a encantar antes de negociar.

Criatividade, consistência e coração

Em 2014, Branquinho foi eleito um dos "Gigantes das Vendas" do Brasil. Dois anos depois, passou dois meses dentro de um motorhome, do Oiapoque ao Chuí, percorrendo 17 mil quilômetros de cidade em cidade para entrevistar os melhores vendedores de cada lugar. Da lista final, com 200 nomes, saíram três características em comum: criatividade para fazer diferente da concorrência, consistência para cumprir até as tarefas chatas, como alimentar o CRM, e coração, porque quase todos eram apaixonados pelo produto, pela empresa ou por resolver o problema do cliente.

Hoje ele soma mais duas: técnica de vendas, porque ser desenrolado não basta, e controle emocional. Para explicar o segundo ponto, usa a ideia da curva do desespero, que cresce conforme o mês avança e a meta não vem. "Quanto maior o desespero do vendedor, mais desconto ele dá", resume. O resultado costuma ser venda para o cliente errado, devolução e cancelamento.

O arrependimento que levou anos para resolver

Branquinho também contou a única venda de que se arrepende. Numa véspera de Natal, perto das 23h, um pai bateu na porta da loja atrás de um Super Nintendo para o filho. O aparelho custava 250 reais, e ele cobrou 550. Ao ouvir a história em casa, o pai perguntou se ele gostaria que alguém fizesse aquilo com ele. Branquinho procurou o cliente para devolver o dinheiro e não o encontrou. Anos depois, escreveu um texto no Facebook pedindo desculpas, e o homem apareceu: não lembrava do preço, só de ter resolvido o problema do filho.

A conclusão dele sobre o assunto é direta: "A pessoa que engana não é um vendedor. A pessoa que engana é um picareta."

Inteligência artificial: o problema está na pergunta

Para Branquinho, o futuro do varejo passa obrigatoriamente pela inteligência artificial, e muita gente ainda usa mal a ferramenta, com pedidos curtos e genéricos. "Quando você coloca um input pobre, o que sai ali também vai ser pobre", diz. A sugestão dele é dar contexto, conversar com a IA e até colar o histórico de uma negociação perdida para perguntar onde foi o erro e pedir ideias de follow-up.

Ele não acredita que a tecnologia vá acabar com a profissão. Sempre vai existir vendedor, porque as pessoas gostam do contato humano, mas quem não se adaptar tende a ser engolido por quem usa as ferramentas. Na mesma linha, defende que o follow-up seja feito por vários canais, como Instagram, WhatsApp e anúncios, e não com mensagens repetidas num canal só.

O balconista que transformou remédio em assinatura

Um dos casos favoritos de Branquinho é o de Wagner, balconista de uma rede de drogarias em Primavera do Leste (MT). Ele começou anotando num caderno o nome de cada cliente de medicamento de uso contínuo, o remédio, a posologia e o telefone, para ligar alguns dias antes de a caixa acabar. O caderno virou planilha, depois CRM e, por fim, uma central de televendas. Hoje Wagner recebe comissão sobre as vendas da rede feitas com o método que criou, sem nunca ter deixado o balcão.

A partir do caso, Branquinho defende que todo empresário precisa ser um bom vendedor ou ter um bom vendedor no time, mas que nem todo vendedor deve virar gerente. Promover o melhor vendedor a líder, diz, muitas vezes faz a empresa perder os dois.

Os problemas só mudam de CEP

Na mensagem final, ele falou da solidão de quem empreende e da importância de procurar outras pessoas que enfrentam as mesmas dificuldades, seja em grupos, eventos, na CDL ou na associação comercial da cidade. "Os problemas são os mesmos, eles só mudam de CEP", afirma. Branquinho também escreve há mais de 200 semanas a newsletter Ideias Poderosas, sobre técnicas de vendas.

Perguntas frequentes

Quem é Leandro Branquinho?
É um palestrante e consultor de vendas de Três Corações (MG), que empreende desde os 13 anos e tem mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais.

Clique aqui e conheça mais: https://leandrobranquinho.com

Quais são as características dos melhores vendedores, segundo Leandro Branquinho?
Criatividade, consistência e coração, observadas nos 200 melhores vendedores que ele entrevistou pelo Brasil. Ele acrescenta ainda controle emocional e domínio de técnicas de vendas.

O que é a curva do desespero em vendas?
É a ideia de que o desespero do vendedor aumenta conforme o mês avança sem a meta batida. Quanto maior o desespero, mais desconto ele dá e menos valor consegue mostrar ao cliente.

A inteligência artificial vai substituir os vendedores?
Para Leandro Branquinho, não. Sempre vai existir vendedor, mas quem não aprender a usar as novas tecnologias tende a ser engolido por quem usa.

Onde assistir à entrevista de Leandro Branquinho no Empreenda News?
No canal do Empreenda News no YouTube. Episódio publicado em 2 de outubro de 2026.

Blumenau – SC#Leandro Branquinho; palestrante de vendas; técnicas de vendas; inteligência artificial; follow-up; empreendedorismo; varejo; Blumenau
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