John Lewis cria conteúdo para ser encontrada pela IA
Buscas por produtos vindas de agentes de inteligência artificial saltaram de 0,3% para 2,5% em um ano. A varejista britânica respondeu investindo em conteúdo e influenciadores.

Buscas por produtos vindas de agentes de inteligência artificial saltaram de 0,3% para 2,5% em um ano. A varejista britânica respondeu investindo em conteúdo e influenciadores.
Durante anos, empresas disputaram espaço no Google. Depois vieram Instagram, TikTok, YouTube e a briga pela atenção nas redes sociais. Agora, uma das maiores varejistas do Reino Unido está olhando para outro lugar: as respostas dadas pela inteligência artificial.
Segundo reportagem publicada pela Reuters nesta quinta-feira, 3 de setembro, a John Lewis viu a participação das buscas por produtos vindas de agentes de IA crescer de apenas 0,3% para 2,5% em um ano. Pode parecer pouco quando olhamos apenas para o número final. Mas olha o salto: em doze meses, esse tipo de busca se multiplicou mais de oito vezes. E, segundo Peter Ruis, diretor da rede, o movimento está acelerando e aparece em todas as faixas etárias.
A resposta da empresa também diz muito sobre para onde o marketing pode estar indo. A John Lewis inaugurou um estúdio dentro de sua principal loja, na Oxford Street, em Londres, para que influenciadores produzam conteúdo diariamente. A própria marca também está aumentando sua produção de vídeos. A intenção é gerar conteúdo e relevância online justamente em um ambiente que também pode ser usado pelas ferramentas de IA para encontrar e recomendar produtos.
E aqui está a parte que interessa para quem tem empresa: não estamos mais produzindo conteúdo apenas para pessoas encontrarem uma marca. Estamos entrando em uma fase em que também precisamos facilitar para que a inteligência artificial entenda que aquela marca existe, o que ela vende e por que ela é relevante.
Não é que Google, redes sociais ou publicidade tenham perdido importância. Não perderam. O que mudou foi a quantidade de portas pelas quais um consumidor pode chegar até uma empresa. Se ele começa a perguntar para uma IA qual produto comprar, qual solução contratar ou qual empresa conhece determinado assunto, surge uma nova disputa por presença.
E talvez essa seja a provocação mais importante dessa notícia: enquanto algumas empresas ainda discutem se vale a pena produzir conteúdo, outras já estão pensando em como produzir conteúdo para continuar sendo encontradas quando a maneira de buscar mudar.
A John Lewis percebeu esse movimento quando as buscas vindas de IA ainda representam 2,5% do total. Não esperou chegar a 20%.
Para quem empreende, sobra uma pergunta bem simples:
Se alguém perguntar hoje para uma inteligência artificial qual empresa escolher no seu mercado, será que a sua aparece na resposta?
Fonte original: Reuters, reportagem de Sarah Young, publicada em 3 de setembro de 2026.
Sobre o autor

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Fundou a Artepro Comunicação, construiu uma operação que funciona sem ele — e foi para o conselho. Empresário, conselheiro, host do Empreenda SC e criador do Método A.R.T.E. Escreve sobre gestão, liderança e cultura a partir de quem realmente viveu.
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