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Inteligência Artificial

Inteligência artificial e o futuro das viagens

Inteligência artificial e o futuro das viagens
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Saiu o anuário da Braztoa, uma das publicações mais relevantes do turismo brasileiro, trazendo uma análise profunda sobre o comportamento do setor no mundo em 2025.
O material reúne dados, tendências e insights extremamente valiosos para quem vive e acompanha o mercado de turismo.

Ao ler o anuário, me deparei com um tema que, como hoteleira, considero fundamental discutir e que vamos explorar juntos!

Um dos grandes desafios da hotelaria está justamente na forma como os hotéis distribuem seus produtos. Muitos empreendimentos, por diferentes razões, acabam não desenvolvendo canais próprios de venda direta e passam a depender quase integralmente de OTA’s e operadoras.

E eu tenho uma opinião bastante sólida sobre isso: um canal que consome cerca de 25% da sua diária deve funcionar como vitrine — não como principal canal de venda.

A lógica é simples: quando a margem desaparece, a sustentabilidade do negócio também fica comprometida.

Mas é importante dizer que OTA’s e operadoras têm um papel absolutamente essencial na engrenagem do turismo mundial. A forma como consumimos viagens hoje foi fortemente moldada, especialmente, pelo desenvolvimento das operadoras e das plataformas digitais ao longo dos anos.

Dito isso, quero destacar um dos pontos abordados no anuário que mais chamou minha atenção — e que, na minha visão, irá transformar profundamente a forma como viajamos, planejamos e consumimos turismo.

Estamos falando da incorporação da inteligência artificial generativa no planejamento de viagens.

Plataformas e empresas de tecnologia já começaram a integrar modelos avançados de IA para auxiliar viajantes na criação de roteiros personalizados, comparação de destinos e organização de itinerários complexos. Empresas como Google, Expedia e Booking vêm incorporando funcionalidades baseadas em inteligência artificial em seus ecossistemas digitais.

Em 2024, por exemplo, o Google Travel ampliou o uso de IA em ferramentas como Google Maps e Google Search, permitindo que usuários gerem sugestões completas de roteiros combinando atrações, restaurantes, hospedagem e transporte com base em preferências individuais.

Esse avanço tecnológico está diretamente ligado a uma tendência crescente no turismo: a hiperpersonalização da experiência de viagem.

A partir da análise de grandes volumes de dados — histórico de buscas, comportamento de compra, preferências declaradas e padrões de viagem — as plataformas conseguem oferecer recomendações cada vez mais precisas e personalizadas.

Imagine ter, em poucos segundos, um roteiro inteiro criado com base no seu perfil, nos seus interesses, no seu estilo de viagem e até no seu orçamento.

Isso muda completamente o jogo, pra todo mundo!

E essa transformação já começa a exigir uma mudança na forma como os produtos turísticos são estruturados, distribuídos e comercializados globalmente.

Entender isso agora, dá vantagem ao hoteleiro para criar novas formas de posicionar o seu produto e se relacionar com os potenciais clientes.

A reflexão que fica é que os diferentes elos da cadeia do turismo continuarão sendo extremamente importantes, mas veremos um viajante cada vez mais autônomo, informado e protagonista das suas escolhas.

E, diante disso, toda a cadeia turística precisará evoluir junto.

Para acessar o anuário da Braztoa: https://www.braztoa.com.br/dados-e-inteligencia

#google#Braztoa#hotelaria#IA#turismo
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