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Indústria moveleira brasileira mira o Paraguai

Paraguai se torna opção atrativa para a indústria moveleira brasileira, oferecendo novas oportunidades de negócios em 2027.

Indústria moveleira brasileira mira o Paraguai
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Com os custos industriais no Brasil em alta, o Paraguai está se tornando uma opção atrativa para a indústria moveleira brasileira, oferecendo novas oportunidades de negócios. Especialistas destacam a importância de avaliar vantagens tributárias, energia, logística e riscos antes de investir no país vizinho.

A busca por competitividade tem levado empresários brasileiros a observarem as oportunidades industriais do Paraguai. No setor moveleiro, essa aproximação pode representar uma nova etapa de expansão dos negócios na América do Sul.

Segundo o IEMI – Inteligência de Mercado, a produção nacional de móveis deverá crescer apenas 0,5% em volume em 2026, com um avanço nominal de 2,8%. O Paraguai, já responsável por 6,1% das exportações brasileiras de móveis no primeiro semestre de 2026, alcançou US$ 21,3 milhões em vendas, destacando-se como um dos principais destinos internacionais do segmento.

Um dos atrativos do Paraguai é o regime de Maquila, que incentiva operações produtivas voltadas ao mercado externo. Esse sistema permite atividades industriais sob condições tributárias específicas, atraindo fabricantes brasileiros interessados em exportação.

A disponibilidade de energia elétrica competitiva, oriunda principalmente de fontes hidrelétricas como Itaipu, também favorece a produção industrial no Paraguai, influenciando diretamente a competitividade de empresas que dependem de eletricidade.

Entretanto, produzir no Paraguai implica em considerar variáveis como câmbio e logística. Custos de transporte, estoques e gestão, além de burocracia aduaneira, são fatores que podem impactar a competitividade.

Com a perspectiva de expansão industrial paraguaia, empresas brasileiras podem encontrar oportunidades no crescimento da atividade produtiva do país vizinho, seja por meio de exportações de insumos ou parcerias produtivas.

Para 2027, o planejamento será decisivo. As empresas precisam considerar investimentos iniciais, tributos, logística, exposição cambial e segurança jurídica. A integração com o Paraguai pode fortalecer a indústria moveleira brasileira, mas dependerá da qualidade do planejamento estratégico.

#exportação#indústria moveleira#Paraguai#energia#Maquila
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Sobre o autor

Erlon CimardiColunista

20 matérias publicadas

Erlon Cimardi é empresário e gestor de marketing e negócios em Timbó, Santa Catarina. Formado em Administração, com ênfase em Marketing, e especialista em Gestão de Negócios, é cofundador, ao lado de sua esposa, Katia Cilene Cattoni Cimardi, da Só Ombrelones e da Family Pizza Park. Também participou de missões empresariais internacionais, visitando feiras e identificando fornecedores na Itália e na China. Na Só Ombrelones, fabricante de móveis para áreas externas há mais de 15 anos, atua como CEO, liderando a gestão estratégica e operacional, o desenvolvimento de produtos e a expansão comercial. É também sócio da Family Pizza Park, da franquia Brickell Pizzas, localizada no Alles Park, em Pomerode. No Rotary International, é associado ao Rotary Club de Timbó – Pérola do Vale e membro honorário do Rotary Club de Florianópolis Trindade. Foi presidente do clube de Timbó no ano rotário de 2018–2019 e Governador do Distrito 4652 em 2022–2023. Ao longo de sua trajetória, exerceu funções ligadas ao desenvolvimento do quadro associativo e à Fundação Rotária, participou da formação de novos clubes e contribuiu para iniciativas de fortalecimento e expansão do Rotary. É doador recorrente da Fundação Rotária, que apoia projetos locais e internacionais, e participou de conferências internacionais em Hamburgo, Melbourne e Houston. Na área de participação cidadã, participou da fundação do Observatório Social de Timbó e foi seu primeiro presidente, entre 2020 e 2022. Contribuiu para a estruturação da entidade e para o acompanhamento da gestão e dos gastos públicos. Sua trajetória reúne empreendedorismo, liderança voluntária e compromisso com o desenvolvimento comunitário.

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