IA sem governança eleva riscos jurídicos
Uso de IA sem governança eleva riscos jurídicos em empresas de médio porte, alertam especialistas.

O uso de inteligência artificial (IA) pode impulsionar negócios, mas requer atenção especial, principalmente em empresas de médio porte que, geralmente, não possuem equipes dedicadas à governança digital. Especialistas em direito e proteção de dados alertam para os riscos jurídicos e impactos financeiros e reputacionais decorrentes do uso inadequado de ferramentas de IA.
Antonielle Freitas, DPO do escritório Viseu Advogados, destaca que um dos principais problemas é a adoção da IA sem clareza sobre a finalidade dos dados e a autonomia da ferramenta. Além disso, a falta de transparência na atribuição de responsabilidades e os limites de uso da tecnologia são desafios comuns.
A ausência de governança digital pode resultar em incidentes de segurança e vazamento de dados, alerta Luis Fernando Prado, do Prado Vidigal Advogados. Para Jonathan S. Mazon, do Ayres Westin Advogados, ignorar esses riscos pode levar a sanções administrativas que paralisam operações baseadas em dados.
Especialistas recomendam que empresas de médio porte implementem políticas de governança e treinamento para mitigar riscos. Antonielle Freitas sugere que a IA deve ser vista como um tema de segurança corporativa e não apenas uma decisão tecnológica.
Sobre o autor

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Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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