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IA facilita startups, mas dificulta negócios sólidos

A IA facilita a criação de startups, mas desafia a construção de negócios sólidos, segundo Rodrigo Borges.

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Nos últimos 25 anos, o cenário tecnológico passou por quatro grandes transformações que impactaram profundamente a criação de empresas: a internet comercial, a computação em nuvem, o mobile e, mais recentemente, a inteligência artificial (IA) generativa. Cada uma dessas inovações reduziu barreiras distintas, mas nenhuma transformou tanto as startups quanto a IA.

Anteriormente, a execução era a vantagem competitiva das startups, pois tudo era caro e levantar capital era essencial. No entanto, em 2026, ferramentas como Claude Code, Cursor e Codex, além de novos agentes de desenvolvimento, reduziram significativamente o custo e o tempo para criar um MVP funcional. Isso democratizou o empreendedorismo, mas também gerou um excesso de oferta, mudando a avaliação de investidores e empreendedores.

Rodrigo Borges, sócio-fundador da Domo.VC, destaca que a nova pergunta relevante é “você sabe exatamente o que vale a pena construir?”. Na era da IA, o bom gosto, ou a capacidade de identificar o que realmente importa, tornou-se a nova vantagem competitiva. A IA responde a perguntas, mas não determina quais devem ser feitas, e não constrói repertório por si só.

O foco agora está na distribuição, aquisição de clientes e capacidade comercial. Estudos indicam um aumento no custo de aquisição de clientes (CAC) em empresas B2B de tecnologia, com valores significativos em diferentes estratégias de marketing digital.

Curiosamente, a IA tem beneficiado mais as startups do que as grandes empresas. Segundo a Menlo Ventures, startups de IA estão capturando mais receita do que empresas incumbentes, alcançando uma participação de mercado de 63% em um ano.

Para Borges, a IA recompensa quem aprende mais rápido, e a simplicidade em criar uma startup não significa facilidade em construir uma empresa sólida. O desafio agora é encontrar fundadores capazes de preencher as lacunas que a IA não consegue.

#empreendedorismo#Startups#inteligência artificial
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Sobre o autor

302 matérias publicadas

Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.

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