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Gestão no Futebol: As lições de Palmeiras e Flamengo ao empreendedor comum

Futebol brasileiro ensina gestão: Flamengo e Palmeiras mostram como estrutura e governança levam ao sucesso, lições valiosas para empresários.

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O futebol brasileiro oferece uma das melhores aulas de gestão que um empresário pode assistir.

Durante décadas, a narrativa dominante dizia que vencer dependia exclusivamente de grandes contratações, folhas salariais elevadas ou da capacidade de um dirigente fazer movimentos de impacto no mercado. O tempo mostrou algo diferente.

Quando observamos os clubes que mais conquistaram títulos relevantes nos últimos anos, encontramos método, consistência, cultura interna e valorização de capital humano.

Desde 2015, Palmeiras e Flamengo transformaram o futebol brasileiro em uma disputa onde a excelência de gestão passou a ser um diferencial competitivo tão importante quanto a qualidade técnica dentro de campo. Brasileiros, Copas do Brasil, Libertadores, Supercopas e outras conquistas passaram a fazer parte da rotina dessas instituições. O que impressiona é a recorrência dos resultados, mesmo quando clubes adversários aproximam-se dos valores investidos, vide os exemplos de Cruzeiro, Atlético Mineiro e Botafogo.

No esporte, assim como nos negócios, resultados extraordinários podem acontecer durante uma temporada, mas a permanência entre os melhores exige estrutura e resiliência.

Palmeiras e Flamengo construíram processos, desenvolveram governança, profissionalizaram departamentos, criaram capacidade de investimento e, principalmente, aprenderam a tomar decisões olhando para horizontes mais longos do que a próxima partida ou a próxima janela de transferências. O resultado apareceu em campo e também nos balanços financeiros.

O contraste fica evidente quando observamos outros gigantes do futebol nacional.

O Corinthians possui uma das maiores torcidas do planeta, enorme capacidade de arrecadação e uma marca extremamente valiosa. Ainda assim, convive há anos com dificuldades financeiras, sucessivas crises administrativas e um ambiente de instabilidade que compromete sua capacidade competitiva.

O São Paulo foi durante muito tempo uma referência continental em organização, gestão e resultados. Hoje enfrenta desafios financeiros relevantes e atravessa um período distante do protagonismo esportivo que marcou sua história.

O Atlético Mineiro viveu um processo de transformação cercado de expectativa. Mesmo contando com investidores e ativos importantes, a discussão atual gira em torno do crescimento do endividamento e da necessidade de encontrar sustentabilidade de longo prazo.

O Botafogo protagonizou uma das histórias mais impressionantes do futebol recente ao conquistar títulos e chamar atenção do continente. Pouco tempo depois, passou a conviver com mudanças profundas, perda de ativos esportivos e questionamentos sobre a capacidade de manter o mesmo nível de desempenho.

Nenhum desses exemplos trata de falta de dinheiro, e é aqui que mora a conexão real com o ambiente empresarial comum.

Empresas pequenas, médias e grandes frequentemente acreditam que faturamento resolve problemas estruturais. O mercado demonstra o contrário todos os dias.

Organizações com boa geração de caixa quebram.

Empresas líderes perdem participação de mercado.

Negócios consolidados desaparecem.

O motivo normalmente está na ausência de leitura estratégica.

Estamos nos aproximando de um período que exige atenção redobrada dos empresários. Copa do Mundo, eleições presidenciais, mudanças no comportamento de consumo, pressão sobre custos operacionais, crédito mais seletivo e consumidores cada vez mais criteriosos compõem um cenário que exige velocidade de adaptação.

Quem demora para interpretar sinais de mercado normalmente é obrigado a reagir quando as alternativas já ficaram mais caras.

No futebol, o dirigente que percebe tarde demais que o elenco precisa ser reformulado costuma iniciar a temporada seguinte correndo atrás do prejuízo.

Nas empresas, o empresário que demora para ajustar estrutura, revisar indicadores, reposicionar produtos ou fortalecer sua operação comercial geralmente descobre o problema quando o caixa começa a emitir sinais de alerta.

Os grandes campeões entendem que gestão existe para aumentar a probabilidade de vitória.

É exatamente por isso que Flamengo e Palmeiras se transformaram em referências. Eles provaram que, em um ambiente historicamente marcado por decisões emocionais e baixa previsibilidade, disciplina administrativa continua sendo uma das vantagens competitivas mais difíceis de copiar.

No futebol e nos negócios, os campeões costumam ser definidos pela capacidade de transformar estratégia em rotina. Antes dos troféus, dos aplausos e das manchetes, existe uma sequência silenciosa de decisões bem tomadas. É nesse espaço que as organizações vencedoras são construídas e é a junção de consistência, organização e execução determinam a longevidade de projetos e negócios

Blumenau#Palmeiras#gestão#futebol#empresarios#Flamengo
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Sobre o autor

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Pai do Pedro e da Eva; Diretor da Elevion Consultoria; Diretor de Negócios da Rede de Franquias Animal Farma. Consultor e Conselheiro Empresarial.

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