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El Niño 2026: o alerta climático que já mexe com os negócios no Sul do país

O El Niño confirmado para 2026 deixou de ser pauta apenas climática e virou risco econômico. Analistas apontam pressão sobre inflação, juros e cadeias de abastecimento, e alertam que o mercado pode estar subestimando o impacto com construção, transporte, energia e seguros entre os setores mais expostos no Sul. A matéria traz ainda um checklist de prevenção em três frentes para empresas e moradores.

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A formação do El Niño em 2026 deixou de ser assunto só de meteorologia e entrou de vez na pauta econômica. Para analistas, o fenômeno passa a atuar como um determinante macro relevante, com efeitos que se propagam da produção para a inflação e desta para os juros, atingindo ativos e decisões empresariais .

O alerta vem acompanhado de um diagnóstico incômodo: o mercado pode estar subestimando o tamanho do problema.

Economistas avaliam que os impactos de um novo evento climático extremo ainda não foram totalmente incorporados às projeções , mesmo com a probabilidade de consolidação do El Niño passando de 90% para o fim do ano.

No Sul região mais exposta ao excesso de chuva na primavera, o impacto bate direto em setores estratégicos. Construção, transporte, portos e saneamento precisam adotar medidas como sistemas de drenagem e infraestrutura resiliente; pontes danificadas, estradas interditadas e portos comprometidos geram gargalos que afetam toda a cadeia de abastecimento .

O risco também pesa sobre seguros e energia. Analistas descrevem o fenômeno como gerador de “risco climático assimétrico”, em que os impactos negativos tendem a ser mais intensos e concentrados , e a consolidação do evento pode trazer mais volatilidade ao sistema elétrico. Para o bolso do consumidor, há o efeito inflação: em 2024, alimentação e bebidas subiram cerca de 7,6% e foram o principal vetor da inflação, em movimento associado a problemas climáticos e de safra .

A leitura que se impõe ao empresariado é de prevenção como decisão de negócio. Especialistas lembram que chuva intensa não é, por si só, um desastre, o estrago vem da combinação entre o volume de água e áreas vulneráveis e mal preparadas, e a prevenção é indispensável para reduzir custos materiais . O período seco do inverno funciona como janela: é a hora de revisar drenagem, instalações e estruturas antes de a temporada chuvosa começar. O Brasil não evita o El Niño, mas pode se preparar e é o monitoramento e o planejamento que separam quem decide com antecedência de quem só reage depois do prejuízo .

Checklist: o que revisar antes das chuvas

Especialistas em gestão de risco resumem a preparação em três frentes, que valem tanto para empresas quanto para residências:

• Escoamento da água: desobstruir e revisar calhas, ralos, grelhas e a drenagem do terreno; avaliar bombas de esgotamento e válvulas de retenção, que evitam o refluxo de esgoto durante alagamentos.

• Segurança elétrica: checar aterramento, quadros de distribuição e dispositivos de proteção contra surtos fundamentais em dias de raio e nunca operar instalações em ambientes alagados.

• Estrutura e vedação: reforçar a impermeabilização de lajes, paredes e telhados e tratar pontos de infiltração antes que o volume de chuva aumente.

A lógica, lembram os analistas, é simples: cada real investido em prevenção no período seco custa menos do que o prejuízo de uma operação parada ou de uma casa alagada quando a água chega.

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Sobre o autor

Juliano Carl Colunista

6 matérias publicadas

CEO do Grupo Corrêa, um dos maiores conglomerados do setor elétrico e varejista do Sul do Brasil. Com uma trajetória inspiradora de superação, iniciou sua carreira aos 14 anos trabalhando no almoxarifado e hoje lidera um grupo empresarial que fatura mais de R$ 240 milhões por ano. Sob sua gestão, o Grupo Corrêa não apenas superou uma recuperação judicial em 2016, mas também alcançou a 14ª posição nacional em seu segmento, sendo a única empresa do setor elétrico no ranking. Sua liderança é marcada pela construção de uma cultura organizacional forte e inimitável. Reconhecido pelo Prêmio ANAMACO, considerado o Oscar da Construção Civil Brasileira por dois anos consecutivos, Juliano também é o idealizador do Projeto Inspiração Corrêa, uma iniciativa voltada ao apoio de jovens atletas e empreendedores, demonstrando que o verdadeiro sucesso empresarial está no cuidado com a sociedade.

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