É uma questão de sobrevivência: desafios logísticos e produtivos preocupam SC
Desafios logísticos, falta de milho e infraestrutura precária colocam em risco a competitividade de Santa Catarina, alerta presidente da FACISC.

Durante encontro do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM), o presidente da FACISC, Elson Otto, fez um alerta direto: os gargalos enfrentados pelo setor produtivo já não são apenas obstáculos — tornaram-se uma questão de sobrevivência para a economia catarinense.
Dependência de milho pressiona cadeia produtiva
Um dos principais pontos levantados foi a forte dependência de Santa Catarina na importação de milho. Atualmente, o estado produz cerca de 2,3 milhões de toneladas, mas consome aproximadamente 8 milhões, número que pode chegar a 10 milhões nos próximos anos.
Esse cenário é crítico porque o milho representa cerca de 80% da composição da ração animal, base essencial para a cadeia de proteína, um dos pilares econômicos do estado.
Infraestrutura defasada trava crescimento
Outro problema estrutural apontado é a falta de investimentos em infraestrutura logística no Brasil. Apesar do crescimento da produção agrícola, o país ainda enfrenta:
Déficit de armazenagem
Forte dependência do transporte rodoviário
Alto custo logístico
Baixa integração entre modais
Esses fatores reduzem a competitividade e dificultam o escoamento eficiente da produção.
Ferrovias ganham destaque como solução
A ampliação do uso de ferrovias foi destacada como uma alternativa estratégica. Atualmente subutilizadas, elas poderiam:
Reduzir custos logísticos
Melhorar o abastecimento interno
Fortalecer polos industriais
Aumentar a competitividade do agronegócio
A integração entre diferentes modais é vista como essencial para sustentar o crescimento econômico do estado.
Debate sobre jornada de trabalho gera preocupação
Além dos temas logísticos, o encontro também abordou a proposta de redução da jornada de trabalho. Representantes do setor produtivo defendem que mudanças desse tipo devem ocorrer por meio de negociação coletiva.
Há receio de que uma redução generalizada possa:
Elevar custos operacionais
Impactar a produtividade
Reduzir a geração de empregos formais
Conclusão
O cenário apresentado durante o encontro reforça a urgência de medidas estruturais para garantir a competitividade de Santa Catarina. Questões como abastecimento de insumos, infraestrutura logística e segurança regulatória precisam avançar rapidamente.
Sem isso, o alerta do setor empresarial é claro: não se trata mais apenas de crescimento, mas de sobrevivência econômica.
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