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Economia

Dívida em Moeda Local de Mercados Emergentes Perde Força Após Conflito com Irã

Dívida em Moeda Local de Mercados Emergentes Perde Força Após Conflito com Irã
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A dívida em moeda local, antes vista como investimento promissor em mercados emergentes, enfrenta dificuldades após o início da guerra com o Irã. O cenário atual, influenciado por fatores como o aumento da volatilidade e as expectativas de inflação, impacta o desempenho desses ativos.

Desde o início do conflito, a dívida em moeda local registrou uma perda de mais de 4,5%, quase o dobro das quedas observadas em títulos atrelados ao dólar.

Thierry Larose, gestor de portfólio da Vontobel Asset Management, afirma que os títulos em moeda local de mercados emergentes se tornaram as principais vítimas do cenário de aversão ao risco.

Juros e Inflação

Autoridades de países do Leste Europeu e da América Latina indicaram a possibilidade de manter as taxas de juros elevadas por mais tempo, ou até mesmo aumentá-las, para conter a inflação. O Federal Reserve alertou que os riscos inflacionários podem impedir cortes nas taxas de juros. Um membro do Banco Central Europeu mencionou a possibilidade de considerar um aumento das taxas no próximo mês.

Dados de um índice da Bloomberg mostram que os títulos sul-africanos e húngaros causaram perdas de cerca de 10% aos investidores. As moedas desses países lideraram as perdas dos mercados emergentes em relação ao dólar.

Kamakshya Trivedi e Sunil Koul, estrategistas do Goldman Sachs, apontam que os mercados locais do México e da Indonésia ainda buscam estabilidade.

Larose diminui a exposição a moedas de alto risco na América Latina e em mercados emergentes da Europa, Oriente Médio e África, preferindo o won sul-coreano e o dólar taiwanês. Wim Vandenhoeck, da Invesco Ltd., reduziu o risco e prioriza operações de valor relativo, com foco em taxas de juros em todo o mundo em desenvolvimento.

Em 19 de março, os mercados monetários precificavam mais de 60 pontos-base de aumentos nas taxas de juros dos mercados emergentes nos próximos 12 meses, uma mudança em relação ao início do mês, quando precificavam 25 pontos-base de cortes, segundo cálculos do UBS AG.

Yacov Arnopolin, gestor da Pimco, observou que as curvas de juros dos países em desenvolvimento já precificaram aumentos maiores do que os que provavelmente ocorrerão. Ele enxerga valor nas pontas longas das curvas de juros no Brasil, África do Sul e República Tcheca.

Larose, da Vontobel, vê oportunidades em países exportadores de petróleo na América Latina e em taxas nominais na Colômbia. A Invesco também demonstra interesse na região. Vandenhoeck indica que os bancos centrais do Brasil e do México podem flexibilizar a política monetária.

Sergey Dergachev, da Union Investment Privatfonds GmbH, relata que a incerteza dificulta a proteção contra riscos. Ele mantém uma posição abaixo da média em ativos do Oriente Médio e Norte da África.

Lupin Rahman, especialista em dívida soberana, mencionou que a volatilidade deve persistir a curto prazo, à medida que a classe de ativos registra saídas de capital.

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