Custos de distúrbios cerebrais podem chegar a US$ 16 trilhões até 2030

Distúrbios de saúde cerebral, como Alzheimer e depressão, geram um custo anual de US$ 5 trilhões à economia global.
A estimativa é que esse valor atinja US$ 16 trilhões até 2030. A questão foi debatida em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial.
Saúde cerebral e economia
O Fórum Econômico Mundial e o McKinsey Health Institute apresentaram um relatório sobre o tema. As discussões relacionaram a saúde do cérebro à produtividade da força de trabalho e à competitividade de empresas e países na era da IA.
Empresas e países que investirem em saúde cerebral terão forças de trabalho preparadas para a transição para a IA, segundo Harris Eyre, neurocientista e coautor do relatório.
O Índice Global de Capital Cerebral foi lançado em Davos, mapeando investimentos em saúde cognitiva em relação à produtividade econômica.
Mulheres e Alzheimer
Quase dois terços das pessoas com Alzheimer são mulheres, que também fornecem mais de 60% dos cuidados a pessoas com demência.
As mulheres americanas controlarão grande parte dos US$ 30 trilhões dos baby boomers até 2030, conforme projeção da McKinsey.
Sul Global e prevenção
Até 2050, a Índia verá sua população com mais de 60 anos aumentar em 300 milhões ou mais, e a África responderá por mais de 200 milhões de casos de demência.
Setenta por cento dos casos globais ocorrerão em países de baixa e média renda.
Investir em infraestrutura de detecção precoce e prevenção no Sul Global foi tema de debate.
O evento em Davos abordou a saúde cerebral, discutindo o tema em ministérios e empresas.
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