BNP Paribas: Ouro pode atingir US$ 6.000 com riscos macroeconômicos

Ouro pode alcançar US$ 6.000 a onça até o fim de 2026, e a relação entre ouro e prata deve aumentar, segundo David Wilson, diretor de estratégia de commodities do BNP Paribas, em entrevista à Bloomberg Television.
A relação ouro-prata, embora abaixo da média dos últimos dois anos, voltou a subir, com cerca de 80 pontos, informou Wilson.
A perspectiva para o ouro é influenciada pela continuidade das compras por bancos centrais, como a Polônia, que anunciou a aquisição de 150 toneladas adicionais, após ser o maior comprador no ano anterior.
Os fluxos para ETFs lastreados em ouro também se mantiveram estáveis, com uma breve queda durante a correção da semana passada, antes de voltarem a crescer.
Bancos e gestores de recursos, incluindo Deutsche Bank e Goldman Sachs, também investem na recuperação do ouro, considerando a demanda de longo prazo.
O banco central da China estendeu suas compras de ouro pelo 15º mês consecutivo em janeiro, reforçando a demanda oficial.
A prata registrou volatilidade nos últimos meses, impulsionada por compras físicas na Ásia. No entanto, o mercado físico mostra sinais de arrefecimento, com o fornecimento do metal fluindo para a Europa e a Ásia.
A proximidade do feriado do Ano Novo Lunar tende a reduzir a demanda na China pelo metal branco, de acordo com Wilson.
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