Cultura do Fazer: será que ela define Blumenau?
Blumenau adota a 'Cultura do Fazer' como parte da nova identidade, refletindo o comportamento e a cultura da cidade.

Nova identidade da cidade nasce de uma ampla escuta dos blumenauenses e provoca uma reflexão que vai além do branding: afinal, o que os nossos comportamentos dizem sobre quem somos?
O que faz Blumenau ser Blumenau?
A resposta começou sendo buscada onde talvez devesse estar desde o início: nas pessoas que vivem a cidade.
Foram mais de 1,6 mil entrevistas com moradores, além de grupos focais com diferentes públicos, em uma pesquisa conduzida pela FURB em parceria com a Prefeitura de Blumenau. O resultado foi apresentado recentemente com uma nova identidade para a cidade e um conceito que pretende traduzir aquilo que emergiu dessa escuta: “Cultura do Fazer”.
Mas uma identidade não nasce apenas de uma logo, de uma cor ou de uma frase.
Identidade é construída a partir daquilo que fazemos, repetimos e valorizamos.
E talvez seja justamente esse o aspecto mais interessante da nova marca de Blumenau.
Segundo a pesquisa que fundamentou o projeto, o “fazer” não está relacionado somente ao trabalho, mas à maneira como ele é realizado: com compromisso, cuidado, atenção aos detalhes e intenção de entregar algo consistente.
Quando determinados comportamentos se repetem entre pessoas, empresas e gerações, eles deixam de ser apenas escolhas individuais e passam a participar da construção de uma cultura.
É assim também dentro das organizações.
Uma empresa pode declarar seus valores, mas sua identidade aparece no comportamento. Está na forma como um líder conduz sua equipe, como uma decisão é tomada, como um cliente é tratado, como um conflito é enfrentado e até naquilo que as pessoas fazem quando ninguém está olhando.
A cultura revela aquilo que o discurso, muitas vezes, tenta esconder.
Por isso, falar sobre a identidade de uma cidade também é falar sobre autoconhecimento coletivo.
Que características reconhecemos em nós?
Quais comportamentos queremos preservar?
E quais já não servem para o futuro que queremos construir?
O projeto traz ainda um ponto especialmente interessante: a “Cultura do Fazer” não é apresentada como uma característica exclusiva de quem nasceu em Blumenau. É uma cultura que pode ser aprendida, compartilhada e transmitida.
Isso amplia a ideia de pertencimento.
Talvez identidade não seja apenas sobre de onde viemos, mas também sobre como escolhemos agir a partir daqui.
E essa reflexão interessa diretamente ao mundo dos negócios.
Blumenau é feita diariamente por empresários, líderes, profissionais, equipes e consumidores. Cada relação, cada atendimento, cada decisão e cada empresa também participa da construção da cidade que somos.
A nova marca começa a ocupar os espaços de Blumenau. Mas seu significado será construído muito além da comunicação oficial.
Porque uma identidade pode ser desenhada. Uma cultura precisa ser vivida.
E talvez a pergunta mais provocativa que a nova “Cultura do Fazer” nos deixa seja justamente esta:
Se os nossos comportamentos revelam quem somos, o que os comportamentos de Blumenau dizem sobre a cidade que estamos construindo?
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Especialista em Inteligência Emocional Te ajudo a alinhar comunicação e comportamentos para relações mais conscientes e lideranças mais eficazes
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