Anatel libera Starlink em celulares no Brasil
Anatel autoriza Starlink a operar diretamente em celulares no Brasil, sem antenas, mas com parcerias.

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, na última quinta-feira (2), a utilização de faixas de radiofrequência para a comunicação direta entre satélites e celulares no Brasil. Segundo matéria publicada pelo Canaltech, essa decisão abre caminho para que a Starlink ofereça serviços diretamente nos celulares, eliminando a necessidade de antenas externas. No entanto, isso deverá ocorrer em parceria com operadoras terrestres.
A tecnologia, conhecida como Direct-to-Device (D2D), transforma satélites em "torres de celular" em órbita baixa da Terra, permitindo conectividade direta. Embora a Starlink esteja mais avançada nesse aspecto, outras empresas de internet via satélite também poderão se beneficiar da medida.
Parcerias e Especificações Técnicas
A proposta da Anatel estabelece que o serviço D2D deve operar nas faixas de 700 MHz, 850 MHz, 900 MHz, 1.800 MHz, 1.900/2.100 MHz e 2.500 MHz, sempre em parceria com operadoras que já têm licenças nessas frequências. Esse modelo já é adotado em outros países, como nos Estados Unidos, onde a Starlink atua junto à T-Mobile.
A Anatel também atribuiu ao seu Conselho Diretor a tarefa de definir as características técnicas para o uso dessas faixas. A Superintendência de Outorgas e Recursos à Prestação da agência terá um prazo de 90 dias para apresentar as especificações técnicas do serviço.
Expectativas e Implementação
Espera-se que o serviço D2D comece a operar sem custos adicionais para os usuários durante o período de lançamento. A ideia é que as operadoras incluam essa funcionalidade nos planos existentes, ajudando a educar os consumidores sobre seus benefícios. À medida que a tecnologia evoluir, passando de funções básicas para serviços mais robustos, ela poderá ser integrada a pacotes personalizados.
Com informações de Canaltech.
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